Acompanhamento de longo prazo de implantes de diâmetro reduzido (2,5 mm) como suporte de próteses fixas

Por Márcio Casati | 11 de setembro de 2017

Anitua E, Saracho J, Begoña G, Alkhraisat MH.

Clin Implant Dent Relat Res. 2015 Apr 27. doi: 10.1111/cid.12350.

O uso de implantes de diâmetro reduzido (<3,75 milímetros) constitui uma alternativa ao processo de reconstrução óssea. Entretanto, a avaliação a longo prazo destes implantes de diâmetro reduzido (<3,0 milímetros) não foi muito explorada na literatura científica.

Objetivo:

Analisar os resultados a longo prazo de implantes de diâmetro reduzido (2,5 mm) unidos aos implantes de diâmetro normal como suporte de próteses fixas parciais e completas.

Materiais e métodos:

Prontuários foram analisados ??retrospectivamente para selecionar pacientes tratados com pelo menos um implante de 2.5 mm de diâmetro. O estudo foi baseado apenas nos dados obtidos nas fichas dos pacientes (nenhum paciente foi reavaliado). O comprimento do implante foi utilizado como referência para calibrar as medidas lineares da perda de osso marginal na radiografia periapical digital. Detalhes dos implantes, a sobrevida e as complicações protéticas foram analisadas.

Resultados:

Trinta e sete implantes de 2,5 mm de diâmetro foram colocados na maxila e mandíbula de 20 pacientes. O tempo médio de acompanhamento foi de 6,5 ± 3,2 anos. O tempo de acompanhamento foi maior que 7 anos para 22 implantes. Um implante falhou devido à falta de osseointegração. Duas complicações protéticas ocorreram (fratura de conector e porcelana). A taxa de sobrevivência foi de 97,3% para os implantes e 92,0% para as próteses. A perda de osso marginal média na mesial e distal foram 0,70 ± 0,55 e 0,72 ± 0,56 mm, respectivamente.

Conclusões:

Quando implantes dentários de 2,5 milímetros de diâmetro são usados em próteses fixas, resultados favoráveis ??a longo prazo podem ser obtidos.

Márcio Casati

Professor titular da Disciplina de Periodontia – Universidade Paulista (Unip); Professor associado da área de Periodontia – Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP – Unicamp).

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Márcio Casati