AVALIAÇÃO DA ACURÁCIA DE MOLDAGENS CONVENCIONAIS E DIGITAIS EM PRÓTESES SOBRE IMPLANTE

Por Alfredo Mikail e Renata de Vasconcellos | 21 de novembro de 2019

Algumas dúvidas são muito comuns no dia a dia clínico: há diferenças entre a moldagem com técnica de moldeira aberta e moldeira fechada? Necessariamente preciso entar no mundo digital para realizar próteses de melhor qualidade? O fluxo digital à partir do laboratório de prótese pode gerar a alteração no processo convencional do consultório?

Levando em consideração essas dúvidas, e buscando o esclarecimento ao nosso clínico, nos baseamos em um artigo intitulado “Evaluation of the accuracy of convencional and digital impression techniques for implant restorations” (Avaliação da acurácia de moldagens convencionais e digitais em próteses sobre implante”) publicado em 2018 na Journal of Prosthodontics.

Neste artigo houve a comparação das moldagens convencionais (moldeira aberta e moldeira fechada) comparando com a situação destas mesmas moldagens com a posterior digitalização dos modelos dos implantes instalados em maxila, com implantes dispostos nas localizações dos elementos: 17, 15,12, 23, 25 e 27.

Além de se levantar a hipótese da alteração ou não em relação ao convencional versus digital, os autores levaram em consideração a angulação dos implantes, e se poderia apresentar desalojamento do material de moldagem na técnica convencional, ou se a angulação poderia não ser fiel na digitalização.

Portanto, a análise foi feita em modelo de poliuretano com a instalação de 6 implantes Implacil de Bortoli HE 3,75x11mm e componentes do tipo mini cônico com altura de cinta de 1mm.

 

Grupo Amostra Técnica de Obtenção de modelo Método de Mensuração
G1 Maxila Paquímetro
G2 Maxila Digitalização Software CAD Design (Dental Wings 3series)
G3 Modelo de Gesso Moldeira aberta Paquímetro
G4 Modelo de Gesso Moldeira fechada Paquímetro
G5 Modelo de Gesso Moldeira aberta + Digitalização Software CAD Design (Dental Wings 3series)
G6 Modelo de Gesso Moldeira fechada + Digitalização Software CAD Design (Dental Wings 3series)

 

Foram obtidas medidas diretas neste modelos, com auxílio de um paquímetro digital. Após essa medição foram feitas digitalizações deste modelo, e moldagens convencionais do tipo moldeira aberta e moldeira fechada, com transferentes Implacil de Bortoli, respectivamente. Para evitar qualquer dúvida em relação ao scanner de bancada, os modelos obtidos nas moldagens convencionais foram digitalizados. Após a análise estatística das medições, os autores chegaram a conclusão:

– Não há diferenças entre os métodos de moldeira aberta e moldeira fechada, e a digitalização;

– Quanto à inclinação dos implantes, também não foi observado nenhuma diferença entre as técnicas;

Levando em consideração o artigo, visa-se que o mais importante é a destreza do cirurgião dentista, sendo essa no manuseio de scanners ou nas técnicas de moldagens convencionais. O artigo também comprova a eficácia do desenho dos transferentes da Implacil para a realização de moldagens pela técnica de moldeira aberta e moldeira fechada.

 

Prof. Dr. Alfredo Mikail Melo Mesquita

  • Prof. Titular da Universidade Paulista – UNIP
  • Coordenador da Especialização de Prótese Dentária – São Leopoldo Mandic – SP
  • Prof. do Programa de Pós Graduação em Odontologia – Universidade Paulista – UNIP – Mestrado e Doutorado

 

Dra. Renata de Vasconcellos Moura Mathias Duarte

  • Mestre e Doutoranda em Prótese Dentária – Universidade Paulista – Unip
  • Profa. do Curso de Especialização em Prótese Dentária – São Leopoldo Mandic – SP
  • Profa. Titular de Prótese Total e Oclusão – USCS