Diferentes características do paciente e do implante

Por Márcio Casati | 11 de setembro de 2017

.F. VALE (1), T. TAIETE (1), R.C.V. CASARIN (2), F. NOCITI (1) e M.Z. CASATI (1)

(1) Prosthodontics e Periodontia, Universidade Estadual de Campinas, Piracicaba, SP, Brasil;

(2) Paulista University, São Paulo, SP, Brasil;

Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar a influência de diferentes características dos pacientes e dos implantes usados para reabilitações com implantes osseointegráveis na estabilidade inicial destes implantes colocados em pacientes parcialmente desdentados.

Método: Quarenta e nove implantes foram avaliados apos a sua inserção em pacientes parcialmente desdentados. Parâmetros como torque de inserção, arcada dentária (maxilar ou mandibular), região do arco (anterior, pré-molares e molares), história de doença periodontal, e do diâmetro do implante e tamanho foram considerados. Os valores iniciais de estabilidade (ISQ) foram avaliados com o aparelho Osstell. Análises binárias usando odds ratio, seguido de regressão logística múltipla (MLR) foram realizadas considerando o valor inicial ISQ como variável dependente.

Resultado: A análise dos dados mostrou que o tamanho do implante não influenciou os valores ISQ. Na análise binária, história de doença periodontal, arcada dentária, torque de inserção, região do arco e diâmetro do implante influenciaram positivamente a freqüência de ressonância, sendo assim incluído no modelo MLR. A regressão logística mostrou que a posição posterior da arcada teve  um odds ratio de 60,8 (4,90-759,35) (p = 0,0006) em comparação com a região anterior para obter valores ISQ inicial mais alto. O torque de inserção ≥ 35 N apresentou odds ratio de 15,96 (1,04-246,04) (p = 0,0278) em comparação com torque inicial ≤ 15 N.

Conclusão: Pode-se concluir que, no momento de inserção, a posição do implante no arco e o torque inicial influenciaram positivamente os valores iniciais ISQ. Implantes colocados na região do arco anterior ou que apresentaram menor torque de inserção foram associados a uma menor freqüência de ressonância inicial.

Márcio Casati

Professor titular da Disciplina de Periodontia – Universidade Paulista (Unip); Professor associado da área de Periodontia – Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP – Unicamp).

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Márcio Casati