Estabilidade dos implantes em diferentes tempos de ativação

Por Sérgio Jorge Jayme | 11 de setembro de 2017

Primeiramente, gostaria de agradecer a Implacil De Bortoli pela oportunidade de participar deste seleto grupo de consultores, o qual tenho certeza que muito vai contribuir para o crescimento da Implantodontia do Brasil.

Com a minha primeira postagem neste site, eu estou compartilhando com vocês, um dos trabalhos de minha tese de doutorado. Este artigo, publicado no JOMI em 2010, explica o que acontece com a estabilidade dos implantes em diferentes tempos de ativação (imediato, 7 dias e 14 dias) em mandíbulas de cães.

O objetivo deste estudo foi avaliar, através da análise histomorfométrica, o efeito que diferentes tempos de carregamento teria sobre a resposta óssea ao redor dos implantes.

Materiais e Métodos: Foram selecionados 8 cães adultos jovens de raça indefinida, os quais ficaram de quarentena, tomaram todas as vacinas e vermífugos antes de serem submetidos ao experimento.

Foram feitas as extrações dos 4 pré-molares bilaterais da mandíbula e foi esperado um período cicatricial de 30 dias antes da colocação dos implantes.

Após 30 dias foram colocados 6 implantes, sendo 3 implantes em cada lado da mandíbula. Foram ativados 2 implantes (um de cada lado) no ato da colocação, 2 com 7 dias e 2 com 14 dias.

Após 90 dias, os cães foram sacrificados para a confecção das 48 lâminas (uma de cada implante) para conclusão do estudo histomorfométrico. Esta análise histomorfométrica avaliou o contato osso / implante, densidade óssea e perda óssea na crista.

Conclusão: Os diferentes tempos de carregamento não afetaram significativamente o osso ao redor dos implantes dentários. Com isso, podemos ativar e confeccionar próteses sobre estes implantes em até 14 dias, sem o risco de perda destes implantes.

Este artigo está no site da Quintessence Publishing (JOMI).

 

The Effects of Different Loading Times on the Bone Response Around Dental Implants:

A Histomorphometric Study in Dogs

Sérgio Jorge Jayme, DDS, MScD1 / Rafael Ramos de Oliveira, DDS, MScD2 / Valdir Antonio Muglia, DDS, MScD, DSc3 / Arthur Belém Novaes Jr, DDS, MScD, DSc4 / Ricardo Faria Ribeiro, DDS, MScD, DSc5.

Purpose: The aim of this study was to evaluate, through histomorphometric analysis, the effect that different loading times would have on the bone response around implants. Materials and Methods: Three Replace Select implants were placed on each side of the mandible in eight dogs (n = 48 implants). One pair of implants was selected for an immediate loading protocol (IL). After 7 days, the second pair of implants received prostheses for an early loading protocol (EL). Fourteen days after implant placement, the third pair of implants received prostheses for advanced early loading (AEL). Following 12 weeks of prosthetics, counted following the positioning of the metallic crowns for the AEL group, the animals were sacrificed and the specimens were prepared for histomorphometric analysis. The differences between loading time in the following parameters were evaluated through analysis of variance: bone-toimplant contact, bone density, and crestal bone loss. Results: The mean percentage of bone-to-implant contact for IL was 77.9% ± 1.71%, for EL it was 79.25% ± 2.11%, and for AEL it was 79.42% ± 1.49%. The mean percentage of bone density for IL was 69.97% ± 3.81%, for EL it was 69.23% ± 5.68%, and for AEL it was 69.19% ± 2.90%. Mean crestal bone loss was 1.57 ± 0.22 mm for IL, 1.23 ± 0.19 mm for EL, and 1.17 ± 0.32 mm for AEL. There was no statistical difference for any of the parameters evaluated (P > .05). Conclusion: Different early loading times did not seem to significantly affect the boné response around dental implants. INT J ORAL MAXILLOFAC IMPLANTS 2010;25:473–481

Sérgio Jorge Jayme

Doutorado em reabilitação oral pela Universidade de São Paulo; é mestre em Implantodontia; especialista em Prótese Dentária; pós-graduado em Periodontia e presidente da Academia Brasileira de Osseointegração.

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