O efeito Cone Morse

Por Ulisses Dayube | 05 de fevereiro de 2019

Os componentes dos implantes Cone Morse possuem formato diferenciado em relação aos implantes com conexão hexagonal externa ou interna.

A conexão Morse CM AR (Cone Morse anti-rotacional) Implacil De Bortoli possui alto nível de selamento e travamento, ao aplicar o componente de Cone Morse de parafuso passante ocorre o atrito entre as paredes do componente CM AR e interna do implante due cone, e mesmo removendo o parafuso de fixação, o componente CM AR ficará travado. Afim de facilitar o trabalho com o sistema Cone Morse CM AR foi desenvolvida a Chave Extratora CM AR, essa chave permite a remoção facilmente do pilar CM AR após remoção do parafuso passante.

Como funciona o sistema Morse CM AR?

Em uma secção transversal, os pilares são menores do que a largura da plataforma do implante devido à sua conexão cônica, possibilitando a obtenção da plataforma switching. Esse encaixe cônico, orientado geralmente, por um parafuso central no componente, produz excelente retenção friccional entre o pilar e o interior do implante e, consequentemente, impede seu deslocamento.

Além disso, a plataforma do tipo Cone Morse apresenta outras vantagens em relação aos demais sistemas, como melhor distribuição de forças fisiológicas ao redor dos tecidos peri-implantares, espaços reduzidos na interface componente/implante devido à íntima adaptação, excelentes resultados em termos de manutenção dos tecidos peri-implantares e mínimo deslocamento do pilar.

Deve ficar claro que o parafuso comumente existente no ápice do pilar Cone Morse providencia apenas retenção no momento de sua instalação, sendo que a superfície cônica estabelecerá a retenção final, o que propicia estabilidade mecânica durante a aplicação de cargas.

O atrito entre duas superfícies levemente divergentes, combinado com uma pressão criada pela força de inserção, fixa o cone macho ao cone fêmea.

Esta união permanece e se mantém de forma eficiente mesmo quando a força aplicada para inserção cessa. A força de união, que é proporcional à força de inserção, evita que o cone macho seja removido do cone fêmea, mesmo ao tentar girá-lo ou aplicar uma força axial. Um torque adequado dos cones garante que tal “travamento” seja um sistema seguro e natural para o parafuso que une o pilar ao implante.

Ulisses Dayube

Doutorando em Implantodontia – UNG – Guarulhos – SP, Mestre em Implantodontia – SLM – Campinas – SP, Especialista em Implantodontia – ABO – BM, Especialista em Prótese Dentária – UNIGRANRIO – RJ, Coordenador do curso de Especialização em Implantodontia do GAPO – FUNORTE/Contagem – MG, Professor do curso de Especialização em Implantodontia da ABO Barra Mansa – RJ, Consultor Científico da Implacil De Bortoli, Consultor Científico da Critéria Biomateriais

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Ulisses Dayube