Terapia de manutenção em pacientes após tratamento cirúrgico da peri-implantite

Por Márcio Casati | 11 de setembro de 2017

Terapia de manutenção em pacientes após tratamento cirúrgico da peri-implantite : um estudo com acompanhamento de 5 anos

Serino G, Turri A, Lang NP

Clin Oral Implants Res. 2014 May 26. doi: 10.1111/clr.12418. [Epub ahead of print]

Objetivo

Avaliar os resultados da terapia de manutenção periodontal em pacientes tratados cirurgicamente para peri-implantite.

Material e Método

27 pacientes com 149 implantes dentários foram monitorados durante 5 anos a cada 6 meses. Em cada retorno, as próteses foram removidas para realização de um adequado exame clínico e descontaminação supra e sub-gengival. A descontaminação sub-gengival foi realizada utilizando um instrumento ultra-sônico sob irrigação com clorexidina 0,12%.

Resultados

No início do estudo (6 meses após a cirurgia de tratamento da peri-implantite) , 149 implantes (78 não tratados e 71 tratados) estavam disponíveis para análise. Dos 71 implantes tratados, 43 apresentaram condição peri-implantar saudável, enquanto 28 tinham bolsas residuais de 4-5 mm ou = 6 milímetros associadas à sangramento à sondagem/supuração.

A avaliação longitudinal revelou que os índices de placa bacteriana e de sangramento foram baixos durante todo o período de acompanhamento, e as condições saudáveis ??foram mantidas tanto para os 78 implantes não tratados como para os 43 implantes que foram tratados e se tornaram saudáveis. Dos 28 implantes com bolsas residuais, nove apresentaram perda de inserção clínica durante 5 anos de acompanhamento. Assim, dos 71 implantes tratados, apenas 9 implantes (13 %), em quatro pacientes, apresentaram perda de inserção dos implantes durante o período de 5 anos. A presença de bolsas residuais em três ou quatro faces dos implantes (defeito do tipo circunferencial) foi frequentemente associada ao aumento da profundidade de sondagem e perda de inserção, o que não foi o caso de implantes com a presença de bolsas em uma ou duas faces apenas (sítio específico).

Conclusão

Em pacientes com alto padrão de higiene bucal e que participam de um sistema de manutenção semestral, as condições peri-implantares obtidas após tratamento da peri-implantite podem ser mantidas estáveis para a maioria dos indivíduos e implantes durante um período de 5 anos. A presença de bolsas residuais associadas a um defeito peri-implantar circunferencial parece ser um preditor para progressão da doença peri-implantar.

Márcio Casati

Professor titular da Disciplina de Periodontia – Universidade Paulista (Unip); Professor associado da área de Periodontia – Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP – Unicamp).

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