Vídeo: caso clínico de implante imediato de incisivo lateral com preservação alveolar

Por Ulisses Dayube | 06 de novembro de 2018

Paciente do sexo masculino procurou a clínica odontológica com queixa de ausência do dente incisivo lateral superior do lado direito. Foi então realizada a anamnese, exame clínico, e solicitada radiografia panorâmica e tomografia computadorizada. No exame clínico e tomográfico foi diagnosticada uma fratura do dente 12 sem perda da tábua óssea e necessidade de exodontia. O plano de tratamento proposto foi a realização de exodontia com a colocação de implante imediato. Como a oclusão do paciente não era favorável, a instalação da estética imediata foi planejada com a realização de uma técnica de preservação alveolar, por meio da utilização de biomaterial e membrana não reabsorvível PTFE denso (Cytoplast TXT 200, Osteogenics, Texas, EUA – distribuição Implacil, São Paulo, Brasil) no mesmo momento cirúrgico.

A cirurgia foi iniciada por meio de uma anestesia infiltrativa com articaína 4% e exodontia minimamente invasiva. Após a curetagem de todo o tecido de granulação do alvéolo, um retalho total foi levantado a fim de que se observasse toda a margem óssea das tábuas vestibular e palatina. A membrana Cytoplast foi customizada para ser adaptada sobre o alvéolo, estendendo-se de 3 a 5 mm da margem do defeito ósseo.

Dando sequência ao procedimento cirúrgico foi iniciada fresagem e instalação imediata do implante Due Cone (Implacil De Bortoli 3,5 x 11 mm, São Paulo, Brasil) seguindo as recomendações do fabricante. Depois foi realizado o preenchimento do gap com biomaterial heteróxeno e a membrana Cytoplast foi inserida na região subperiosteal palatina no retalho, seguida da inserção da membrana na região vestibular com o objetivo de possibilitar a cicatrização do tecido mole sem invadir a superfície do material de enxerto. Uma sutura cruzada com fio de PTFE Cytoplast foi realizada para estabilizar a membrana, que ficou intencionalmente exposta ao meio bucal. A sutura foi removida após dez dias e em 28 dias foi realizada a remoção da membrana Cytoplast sem necessidade de anestesia. Foi aguardado o período de 180 dias para reabertura e moldagem do implante, que ficou com uma coroa provisória por três meses para otimizar o perfil de emergência e posterior confecção da coroa sobre implante.

Ulisses Dayube

Doutorando em Implantodontia – UNG – Guarulhos – SP, Mestre em Implantodontia – SLM – Campinas – SP, Especialista em Implantodontia – ABO – BM, Especialista em Prótese Dentária – UNIGRANRIO – RJ, Coordenador do curso de Especialização em Implantodontia do GAPO – FUNORTE/Contagem – MG, Professor do curso de Especialização em Implantodontia da ABO Barra Mansa – RJ, Consultor Científico da Implacil De Bortoli, Consultor Científico da Critéria Biomateriais

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