Análise comparativa da distribuição de tensões em implantes de corpo único e de duas peças, com diâmetros estreitos e extra-estreitos: Um estudo de elementos finitos.

Por Implacil | 22 de março de 2021

Autores: Fabricia Teixeira Barbosa, Luiz Carlos Silveira Zanatta, Edélcio de Souza Rendohl, Sergio Alexandre Gehrke.
PLoS One. 2021 Feb 4;16(2):e0245800.

O objetivo deste estudo in vitro foi avaliar a distribuição de tensões em três modelos de implantes com diâmetros estreitos e extra estreitos usando o método dos elementos finitos.

Foram comparados: implantes dentários de corpo único de diâmetro extra estreito (2,5 mm) (grupo G1), implantes de corpo único de diâmetro estreito (3,0 m) (grupo G2) e conjunto implante/intermediário de diâmetro estreito (3,5 mm) com conexão cone morse (grupo G3). Um modelo tridimensional foi desenhado com osso cortical e esponjoso, uma coroa e um conjunto implante/pilar de cada grupo. Foram aplicadas cargas axiais e angulares (30°) de 150 N. O teste de estresse equivalente de von Mises foi usado para os implantes e osso peri-implantar e a análise de Mohr-Coulomb foi usada para confirmar os dados do osso peri-implantar.

Na carga axial, o valor máximo de tensão do osso cortical para o grupo G1 foi 22,35% maior que no grupo G2 e 321,23% maior que no grupo G3. Na carga angular, os grupos G1 e G2 apresentaram valores semelhantes e maior diferença para o grupo G3 (391,8%). Na estrutura do implante, o grupo G1 apresentou valor de 2188Mpa; 93,6% superior ao limite.

Os resultados deste estudo demonstraram que a distribuição de tensões no tecido ósseo peri-implantar nas cargas axiais e angulares apresentou melhor resultado no implante estreito de duas peças, em comparação com os implantes estreitos de corpo único. Além disso, os valores máximos de tensão obtidos para a estrutura do implante em carga angular ficaram acima do limite de resistência dos implantes de corpo único extra estreitos.