Comportamento clínico de longo prazo e complicações de implantes dentários inclinados intencionalmente em comparação com implantes retos suportando restaurações fixas: uma revisão sistemática e meta-análise.

Por Márcio Casati | 27 de outubro de 2021

Análise de estudo publicado pelos autores:

Jorge Cortés-Bretón Brinkmann, Ignacio García-Gil, Patricia Pedregal, Jesús Peláez, Juan Carlos Prados-Frutos, María Jesús Suárez.

Biology (Basel). 2021 Jun 8;10(6):509. doi: 10.3390/biology10060509.

O objetivo deste estudo foi avaliar o comportamento clínico de longo prazo de implantes retos em comparação com implantes dentários inclinados intencionalmente suportando restaurações fixas em arcos desdentados parciais ou totais, analisando a sobrevivência do implante, as taxas de sucesso, complicações e perda óssea marginal após período superior a 5 anos de função.

Uma busca eletrônica foi realizada em cinco bancos de dados eletrônicos (MEDLINE / Pubmed, Embase, Web of Science, Scopus e Cochrane Central Register of Controlled Trials) complementada por uma busca manual. A busca eletrônica e manual identificou 1853 artigos, dos quais 8 artigos foram selecionados para análise. De um total de 3987 implantes dentários, 2.036 eram implantes dentários axiais e 1951 inclinados. Resultados semelhantes foram encontrados na sobrevivência do implante ou nas taxas de sucesso geral do implante. Além disso, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na MBL (p = 0,369; MD 0,116 mm (-0,137; 0,369) IC 95%) As complicações biológicas e relacionadas a prótese relatadas nos artigos foram muito diversas e distribuídas irregularmente. Esta revisão sistemática sugere que não há diferença entre implantes dentários inclinados e retos em médio e longo prazo (> 5 anos). No entanto, mais pesquisas são necessárias para gerar dados de longo prazo e confirmar os achados da presente revisão.

Márcio Casati

– Professor titular da Disciplina de Periodontia – Universidade Paulista (Unip);
– Professor Titular da área de Periodontia – Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP – Unicamp).

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