Dois implantes dentais curtos suportando sobredentaduras mandibulares em pacientes muito idosos e dependentes: Observações clínicas e radiográficas após 5 anos.

Por Márcio Casati | 11 de setembro de 2017

Maniewicz et. al., Int J Oral Maxillofac Implants. 2017 Mar/Apr;32(2):415-422.

Objetivos:

Descrever a taxa de sobrevivência e a perda óssea peri-implantar em pacientes muito idosos e dependentes para suas atividades do dia a dia, tratados com sobredentaduras suportadas por dois implantes curtos.

Material e métodos:

Um total de 19 pacientes receberam dois implantes de 4,1mm de diâmetro x 8mm de comprimento que foram subsequentemente carregados com intermediários do tipo “Locator, transformando suas dentaduras convencionais em sobredentaduras muco-implanto suportadas. As variáveis primárias do estudo foram a sobrevivência dos implantes e a perda óssea peri-implantar. As variáveis secundárias foram: profundidade de sondagem peri-implantar e índices de placa, assim como, mobilidade do implante. O estado nutricional (índice de massa corporal e marcadores sanguíneos) e o estado cognitivo (exame do estado Mini-Mental) também foram analisados.

Resutados:

Foram tratados 8 homens e 11 mulheres com faixa etária de 85,7 + 6,6 anos. A taxa de sobrevivência dos implantes foi de 94,7%, ocorreu uma perda precoce e uma perda tardia. A média de perda óssea peri-implantar anula foi 0,17mm (95% de intervalo de confiança: 0,09 a 0,24; P<0,001). A profundidade de sondagem peri-implantar e o índice de placa foram baixos e estáveis durante os primeiros dois anos e, depois disso, aumentou continuamente. Análises de correlação sugeriram que a redução da função cognitiva e o estado nutricional não representam um fator de risco significativo para aceleração da perda óssea peri-implantar.

Conclusão:

A alta taxa de sobrevivência e o nível aceitável de saúde peri-implantar sugerem que nem a idade nem a dependência para realização da atividades do dia a dia são contra indicações para o uso de implantes. Mesmo assim, o monitoramento frequente destes pacientes devido ao provável declínio funcional futuro, impedindo o uso adequado da reabilitação e os cuidados de higiene oral é aconselhado.

 

Maniewicz et. al., Int J Oral Maxillofac Implants. 2017 Mar/Apr;32(2):415-422.

Objetivos –

Descrever a taxa de sobrevivência e a perda óssea peri-implantar em pacientes muito idosos e dependentes para suas atividades do dia a dia, tratados com sobredentaduras suportadas por dois implantes curtos.

Material e métodos:

Um total de 19 pacientes receberam dois implantes de 4,1mm de diâmetro x 8mm de comprimento que foram subsequentemente carregados com intermediários do tipo “Locator, transformando suas dentaduras convencionais em sobredentaduras muco-implanto suportadas. As variáveis primárias do estudo foram a sobrevivência dos implantes e a perda óssea peri-implantar. As variáveis secundárias foram: profundidade de sondagem peri-implantar e índices de placa, assim como, mobilidade do implante. O estado nutricional (índice de massa corporal e marcadores sanguíneos) e o estado cognitivo (exame do estado Mini-Mental) também foram analisados.

Resutados:

Foram tratados 8 homens e 11 mulheres com faixa etária de 85,7 + 6,6 anos. A taxa de sobrevivência dos implantes foi de 94,7%, ocorreu uma perda precoce e uma perda tardia. A média de perda óssea peri-implantar anula foi 0,17mm (95% de intervalo de confiança: 0,09 a 0,24; P<0,001). A profundidade de sondagem peri-implantar e o índice de placa foram baixos e estáveis durante os primeiros dois anos e, depois disso, aumentou continuamente. Análises de correlação sugeriram que a redução da função cognitiva e o estado nutricional não representam um fator de risco significativo para aceleração da perda óssea peri-implantar.

Conclusão:

A alta taxa de sobrevivência e o nível aceitável de saúde peri-implantar sugerem que nem a idade nem a dependência para realização da atividades do dia a dia são contra indicações para o uso de implantes. Mesmo assim, o monitoramento frequente destes pacientes devido ao provável declínio funcional futuro, impedindo o uso adequado da reabilitação e os cuidados de higiene oral é aconselhado.

Márcio Casati

Professor titular da Disciplina de Periodontia – Universidade Paulista (Unip); Professor associado da área de Periodontia – Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP – Unicamp).

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Márcio Casati