Implantes curtos x implantes longos associados com procedimentos de levantamento de seio maxilar

Por Márcio Casati | 11 de setembro de 2017

OBJETIVO

Avaliar se o uso de implantes curtos (6mm) resulta numa taxa de sobrevivência similar a observada com implantes longos (11-15mm) em conjunto com levantamento de seio maxilar. Métodos Este estudo multi-centro envolveu 101 pacientes com edentulismo parcial na região posterior de maxila com altura óssea remanescente de 5-7mm.

Os pacientes foram aleatoriamente definidos a receber implantes curtos ou implantes longos instalados simultaneamente com o levantamento de seio maxilar e enxerto. 6 meses após a colocação dos implantes estes foram carregados com próteses unitárias e os pacientes foram reavaliados anualmente em sequencia.

Os parâmetros avaliados foram: sobrevivência do implante, mudanças no nível ósseo marginal, profundidade de sondagem, sangramento a sondagem, e acúmulo de placa. Estes parâmetros foram avaliados durante 3 anos após o carregamento assim como foram anotados todos os efeitos adversos observados

Além da estatística descritiva, foi realizada análise estatística das duas modalidades de tratamento utilizando uma abordagem não paramétrica.

 

RESULTADOS

Foram instalados 137 implantes em 101 pacientes. Aos 3 anos de acompanhamento, 94 pacientes com 129 implantes foram reavaliados. A taxa de sobrevivência foi de 100% em ambos os grupos. O nível ósseo marginal aos 3 anos foi de 0,44mm no grupo implante curto e 0,45mm no grupo com enxerto no seio maxilar (p>0,05). Ambos os grupos apresentaram perda óssea estatisticamente significante na comparação entre o período de instalação dos implantes e após 3 anos de acompanhamento.

Na comparação entre os períodos 3 anos e instalação da prótese apenas o grupo que usou enxerto ósseo apresentou perda óssea significativa. Não foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre os grupos no acúmulo de placa e sangramento a sondagem. Mas foram observadas diferenças na profundidade de sondagem (p=0,035) ao se comparar os dois grupos, sendo que o grupo de implantes curtos apresentou menor profundidade de sondagem.

 

CONCLUSÃO

Dentro dos limites deste estudo pode-se concluir que implantes curtos assim como implantes longos em associação com enxerto em levantamento de seio maxilar podem ser considerados como opção para tratamento com implantes em região posterior de maxila atrófica em que o rebordo residual varie ente 5 e 7 mm.

Márcio Casati

Professor titular da Disciplina de Periodontia – Universidade Paulista (Unip); Professor associado da área de Periodontia – Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP – Unicamp).

VER TODOS ARTIGOS DESTE MEMBRO

Márcio Casati