Implantes de carga tardia colocados no nível da crista óssea e sub crestal

Por Márcio Casati | 11 de setembro de 2017

Resultados de longo prazo com o uso de implantes de carga tardia colocados no nível da crista óssea e sub crestal

Romanos et al., Clin Implant Dent Relat Res. 2013 May 15. doi: 10.1111/cid.12084.

A prevenção da perda óssea peri-implantar é essencial para a obtenção do sucesso em longo prazo com implantes dentais. Entretanto, poucos estudos têm avaliado o impacto da profundidade de colocação do implante (ie – localização apico-coronal da plataforma) na perda óssea em longo prazo.

O objetivo deste estudo retrospectivo foi avaliar implantes de “plataform-switching” colocados em diferentes profundidades em relação à crista óssea. 228 faces mesiais e distais de implantes de carga tardia colocados em 85 pacientes foram divididos, respectivamente, em 2 grupos baseados na posição da plataforma do implante no dia da colocação do implante da seguinte forma:

  • Grupo A – subcrestal (n=197; 0.5mm ou mais apicais ao nível da crista óssea);
  • Grupo B – nível da crista (n=65; no máximo 0.5mm apicais a crista óssea);

A perda óssea mesial e distal foi avaliada com aumento de 5x. Além disso, a estabilidade do implante foi avaliada com o periotest. Os valores médios do periotest foram -1.77 (±3.57) para o Grupo A e -1.77 (±3.26) para o Grupo B. Para o Grupo A, a perda óssea média mesial (m) foi 1.84 (±1.49mm) e a perda óssea média distal (d) foi 1.73 (±1.31mm). Para o Grupo B, a perda óssea média mesial (m) foi 1.41 (±1.65mm) e distal: 1.34 (±1.60mm).

Não foram observadas diferenças estatisticamente significantes para a avaliação de estabilidade feita com o Periotest (p=0.521) e para a avaliação dos níveis ósseos (mesial: p=0.130; distal: p=0.153). Com os limites deste estudo pode-se concluir que a colocação de implantes tardios ao nível da crista óssea ou sub crestal estão associados com estabilidade inicial semelhantes, assim como níveis semelhantes de perda óssea.

Márcio Casati

Professor titular da Disciplina de Periodontia – Universidade Paulista (Unip); Professor associado da área de Periodontia – Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP – Unicamp).

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Márcio Casati