Influência da relação coroa implante na perda óssea periimplantar.

Por Implacil | 16 de junho de 2021

A reabilitação implantosuportada em regiões com severas reabsorções continua a ser um desafio para os implantodontistas.

Dentre os desafios está reabilitação de pacientes com altura óssea reduzida onde normalmente utilizamos implantes curtos, ou extra curtos, onde a altura da coroa protética é maior do que o comprimento do implante, gerando assim uma relação coroa implante (R C/I) invertida. Sheridan et al. (2016) em seu artigo recomendam reduzir a proporção coroa / implante para evitar falhas na estabilidade do implante a longo prazo. A altura da coroa, pode ser considerada um cantilever vertical que pode influenciar nas complicações associadas às restaurações implantosuportadas (Nissan et al., 2011).

De acordo com Kim et al. (2005), o osso crestal periimplantar sofre uma força de alavanca quando uma força (momento fletor) é aplicada sobre a coroa, exatamente na área em que os tecidos periimplantares são mais vulneráveis, podendo gerar uma perda óssea.

Sob cargas oblíquas o uso de coroas longas não apenas aumenta o estresse ósseo e do implante, mas também causa desvantagens biomecânicas nos componentes protéticos, aumentando o risco de afrouxamento dos parafusos (Bulaqi et al. 2015).

Contudo, uma relação desproporcional entre a coroa e o implante, por si só, pode não ocasionar danos significativos aos tecidos periimplantares, desde que, as forças aplicadas ao conjunto sejam controladas e axiais. No entanto, forças oblíquas associadas a uma relação desfavorável C/I podem causar danos mais sérios aos tecidos periimplantares.

Frente ao que foi aqui comentado, devemos avaliar sempre a oclusão do paciente e optar por um tipo de conexão que apresente uma maior estabilidade mecânica, contribuindo assim para uma melhor estabilidade dos tecidos periimplantares.