Não periodontopatógenos desaparecem após extração de dente?

Por Márcio Casati | 11 de setembro de 2017

Não periodontopatógenos desaparecem após extração de dente?

Van Assche N, Van Essche M, Pauwels M, Teughels W, Quirynen M.

Fonte: Departamento de Periodontia da Universidade Católica de Leuven, Leuven, Bélgica.

Para acompanhar as mudanças intra-orais microbiológicos após o boca-cheia de extração de reação em cadeia da polimerase quantitativa (qPCR).

Material e Métodos:

Nove pacientes com periodontite severa, agressiva, para quem uma extração de dente de boca cheia era a única opção de tratamento restante foram recrutados. Antes e 6 meses após a extração, foram obtidas amostras microbianas (saliva, língua e placa subgengival) e analisados ​​por qPCR.

Resultados:

A eliminação de nichos subgengivais, pela extração de todos os dentes naturais, resultou em uma redução de 3-log de Porphyromonas gingivalis e forsythia Tannerella, e reduções mais modestas de Aggregatibacter actinomycetemcomitans e Prevotella intermedia. No entanto, as frequências de detecção destes periodontopatógenos na saliva e na língua permaneceram inalterados após extração dentária.

Conclusão:

Em contraste com o que tem sido acreditado até agora, a extração de dentes não resulta na eliminação de todas as periodontopatógenos mas apenas em uma redução significativa. As conseqüências clínicas desta observação permanecem especulativas.

Márcio Casati

– Professor titular da Disciplina de Periodontia – Universidade Paulista (Unip);
– Professor Titular da área de Periodontia – Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP – Unicamp).

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Márcio Casati