Os procedimentos de aumento de tecido mole podem ajudar na saúde peri-implantar?

Por Márcio Casati | 29 de março de 2018

O objetivo do Grupo de Trabalho 1 no 20 Consensus Meeting of the Osteology Foundation foi avaliar de forma abrangente os efeitos dos procedimentos de aumento de tecido mole na saúde ou doença peri-implantar.

Materiais e métodos

Uma revisão sistemática e a meta-análise sobre os efeitos dos procedimentos de aumento de tecido mole incluíram um total de dez estudos (espessura mucosa: n = 6, tecido queratinizado: n = 4). Declarações de consenso, recomendações clínicas e implicações para pesquisas futuras basearam-se em discussões de grupos estruturados e em uma aprovação de sessão plenária.

Resultados

O enxerto de tecidos moles para aumentar a largura do tecido queratinizado em torno dos implantes foi associado a maiores reduções nos índices gengival e de placa quando em comparação aos locais não aumentados. Diferenças estatisticamente significativas foram observadas para os níveis finais de osso marginal em favor do retalho posicionado apicalmente associado mais enxerto autógeno em comparação com os tratamentos-padrões investigados como controle. O enxerto de tecidos moles (ou seja, tecidos conjuntivos autógenos) para aumentar a espessura da mucosa em torno dos implantes na zona estética foi associado com menor perda de osso durante o tempo, mas não houve alterações significativas no sangramento na sondagem, nas profundidades de sondagem ou nos níveis de placa em comparação com implantes sem enxertia.

Conclusões

A evidência limitada disponível suporta o uso de procedimentos de aumento de tecido mole para promover a saúde peri-implantar.

 

Márcio Casati

Professor titular da Disciplina de Periodontia – Universidade Paulista (Unip); Professor associado da área de Periodontia – Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP – Unicamp).

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Márcio Casati