Transplante de periósteo e gálea aponeurótica para reconstrução de maxilas atróficas: acompanhamento de 4 a 17 anos

Por Sérgio Jorge Jayme | 11 de setembro de 2017

Sérgio Jayme e Col.

Transplantation of periosteum and aponeurotic galea for reconstruction of atrophic maxillae: a 4- to 17-year follow-up report

RESUMO

Enxertos ósseos de grande volume podem apresentar dificuldades quanto ao seu recobrimento cirúrgico, risco de exposição e manutenção do volume. Para minimizar os riscos e melhorar a previsibilidade, os autores idealizaram uma técnica de transplante de periósteo pediculado da calota craniana para recobrir enxertos ósseos maxilares extensos, e são apresentadas as bases teóricas sobre o procedimento. A técnica é apresentada em formato de caso clínico e consiste na abertura do escalpo do paciente, descolamento e transposição da gálea aponeurótica e periósteo para recobrir enxertos ósseos maxilares. Com 18 casos realizados e acompanhamento de 4-17 anos, a técnica se mostrou previsível e segura para casos de enxertos ósseos maxilares de grande volume.

Unitermos – Maxila; Periósteo; Enxerto ósseo; Transplante.

ABSTRACT

Considerable bone grafts may present complications regarding its surgical risk of exposure and volume maintenance. To minimize risks and improve its predictability, the authors developed a technique to transplant pediculated periosteum of the skull to cover large maxillary bone grafts and present the theoretical basis of the procedure. The technique is presented in consecutive case reports and consists in opening the patient’s scalp, detachment and transposition of aponeurotic galea and periosteum to cover maxillary bone grafts. With 18 cases performed and 4-17 years of monitoring, the technique is predictable and safe in cases of maxillary bone grafts of large volume.

Key words – Maxilla; Periosteum; Bone graft; Transplantation.

ImplantNews 2014;11(3):369-75

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CONCLUSÃO

Considerando a casuística dos autores, o transplante de periósteo da gálea para recobrimento de enxertos ósseos de grande volume na maxila se mostrou uma técnica previsível e segura, embora mais trabalhos sejam necessários para melhor avaliar os benefícios da técnica.

Agradecimentos: aos alunos do curso de Cirurgia Avançada do IAP – Instituto Sérgio Jayme, pelo auxílio em alguns casos clínicos que utilizaram a técnica.

Obs: Artigo na integra na ImplantNews 2014;11(3):369-75

Sérgio Jorge Jayme

Doutorado em reabilitação oral pela Universidade de São Paulo; é mestre em Implantodontia; especialista em Prótese Dentária; pós-graduado em Periodontia e presidente da Academia Brasileira de Osseointegração.

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