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Pesquisadores comparam taxas de osseointegração e apontam que implante da Implacil De Bortoli tem resultados equivalentes ou superiores em 23 das 24 comparações histométricas. SÃO PAULO – Um estudo recente conduzido pela New York University revelou que a indústria nacional de implantes oferece produtos com desempenho equivalente ou superior a grandes marcas do mercado internacional. A pesquisa foi publicada em junho no JOMI (The International Journal of Oral & Maxillofacial Implants), uma das publicações científicas dedicadas à Odontologia mais respeitadas do mundo. Os pesquisadores avaliaram as taxas de osseointegração dos implantes comercializados pela Implacil De Bortoli (Brasil), Zimmer Biomet (EUA) e Nobel Biocare (Suíça) em condições especí- ficas. O objetivo era observar as variações no padrão de cicatrização óssea inicial nos três diferentes sistemas de implantes. Em 23 das 24 diferentes comparações histométricas avaliadas no estudo, os implantes da Implacil de Bortoli apresentaram parâmetros de osseointegração comparáveis ou significativamente mais altos do que os implantes Zimmer Biomet e Nobel Biocare. A avaliação foi realizada com base nos índices BIC (bone implant contact) e BAFO (bone área fraction occupancy) registrados nos períodos de duas semanas e seis semanas após implantação. O estudo também observou as diferenças nos padrões de cicatrização quando os implantes eram colocados nas regiões cortical e trabecular, considerando o percentual de osso total e de tecido neoformado. Os resultados apontaram que as três marcas de implantes avaliadas se mostraram biocompatíveis e osseocondutoras, embora o processo de osseointegração ocorra de forma diferente em cada um dos sistemas. O artigo completo está disponível para download: https://goo.gl/trSgKv. Outro artigo recente, publicado em setembro de 2016 na Clinical Oral Implants Research, apresentou resultado semelhante, mas desta vez comparando a superfície do implante da Implacil De Bortoli, tratada com micropartículas de dióxido de titânio (TiO2), com a superfície SLA dos implantes da companhia suíça Straumann, tratada com dióxido de alumínio (AlO2). Os resultados mostraram que o tratamento de superfície utilizado pela Implacil De Bortoli obteve os mesmo valores, estatisticamente, da fabricante internacional, que foi usada como grupo controle. Observando os valores individualizados, sem a ponderação estatística, o implante brasileiro chegou a registrar resultados superiores ao implante com dióxido de alumínio. Adicionalmente, as imagens histológicas mostram que em muitos espécimes o contato do osso com a superfície do implante é maior no produto fabricado pela Implacil. O estudo completo pode ser acessado no link: https://goo.gl/UqvSSY.

Geometria e superfície

“Estes estudos comprovam que nosso implante está no mesmo patamar dos maiores fabricantes internacionais, pois conseguimos alcançar gradativamente o melhor equilíbrio entre a geometria e o tratamento de superfície do implante”, explica Aluizio Canto, gestor da companhia. “A família De Bortoli contribuiu ativamente no desenvolvimento dos implantes, além de investir permanentemente em pesquisas para aprimorar seus produtos.” Como resultado desse esforço, diversos estudos nacionais e internacionais vêm destacando o desempenho do implante nos últimos cinco anos. “Estamos muito satisfeitos com esse resultado porque sabemos que pesquisas como essas são feitas com critérios bastante rígidos”, comemorou Nilton De Bortoli Júnior, um dos sócios da companhia. Sendo atualmente a quarta empresa do mercado brasileiro de implantes dentários, a Implacil De Bortoli foi fundada pelo pioneiro implantodontista Nilton de Bortoli, que mais tarde passou a contar com a ajuda dos filhos Nilton de Bortoli Júnior e Mário Sérgio de Bortoli na administração do negócio. Apesar do sucesso da empresa paulistana, pai e filhos não abrem mão de dedicar uma parte significativa de seu tempo ao atendimento de pacientes. “Somos cirurgiões-dentistas e levamos essa missão muito a sério. Os implantes que fabricamos só estão na boca de nossos pacientes porque confiamos muito em nosso produto e este é um dos segredos de nosso sucesso”, revela Mário Sérgio De Bortoli.

Sobre a Implacil De Bortoli

A Implacil De Bortoli iniciou suas atividades em 1982, sendo a primeira empresa brasileira a fabricar implantes osseointegráveis. Nestes 35 anos no mercado, produziu mais de 4 milhões de implantes e componentes protéticos, beneficiando mais de 500 mil pacientes.

Cerca de 500 profissionais da área de Reabilitação Oral estiveram presentes no Meeting Internacional Implacil De Bortoli, realizado em São Paulo entre os dias 7 e 8 de julho. O evento celebrou os 35 anos da empresa, com palestras ministradas por 22 professores renomados. O colombiano Pier Gallo e o brasileiro Paulo Guilherme Coelho, que é radicado nos Estados Unidos, foram os convidados internacionais. O encontro também foi palco para a apresentação do INB – Instituto Nilton De Bortoli, com sede no bairro de Moema, na Zona Sul de São Paulo. O instituto terá como missão atualizar e capacitar especialistas em reabilitação oral com implantes. “Esta iniciativa é a confirmação da vocação do Dr. Nilton, com sua plena dedicação ao aperfeiçoamento continuado dos profissionais da área. Esperamos que o instituto seja a plataforma de apoio necessário para que o implantodontista usufrua totalmente das novas técnicas e tecnologias disponíveis no mercado brasileiro e mundial”, explicou Aluizio Canto, gestor da Implacil De Bortoli. Para Canto, o grande número de interessados em participar do evento traduz o reconhecimento da Odontologia brasileira ao esforço do fundador da empresa, Nilton De Bortoli, e da continuidade da missão da empresa através de seus filhos, Nilton De Bortoli Júnior e Mario Sérgio De Bortoli, sempre buscando oferecer as melhores soluções para profissionais da Implantodontia e seus respectivos pacientes.   Fazendo história Diante do grande público presente, o patriarca da família Bortoli mostrou satisfação. “Quando olho para trás e penso em tudo que passamos nesses 35 anos, sinto-me realizado”, diz Nilton. A empresa foi pioneira na indústria nacional de implantes, lutando contra a descrença e até a hostilidade de dentistas tradicionalistas. “No início, diziam que eu era louco por querer colocar implantes metálicos na boca dos pacientes. Trabalhamos duro e, com o tempo, os resultados foram aparecendo. Hoje, podemos ver como chegamos longe”, revela o fundador da empresa. O presidente da companhia, Nilton De Bortoli Junior, comemorou o aniversário da empresa ao lado do pai e do irmão destacando a presença cada vez maior da empresa no mercado nacional, onde a Implacil vem ampliando sua base de clientes. Paralelamente, a empresa avança também no mercado internacional, atuando em toda América do Sul e em países como Itália e Espanha. “Alegro-me em saber que não construímos apenas uma empresa, mas que ajudamos profissionais e pacientes com produtos diferenciados”. “Fazemos cada implante com todo o carinho porque o produto que vendemos é o mesmo que colocamos na boca de nossos pacientes. Não somos só administradores, somos dentistas que sentam no mocho todos os dias”, exalta explica Mario Sérgio De Bortoli. “Nosso produto é fruto de muita pesquisa e muito trabalho. Por isso, a qualidade de nosso implante nos orgulha tanto”.   Celebrando o sucesso Confira os depoimentos de alguns dos ministradores presentes no encontro.   “O sucesso da Implacil é apenas uma consequência natural da qualidade dos seus produtos. É um orgulho para a indústria nacional. Ficamos satisfeitos em saber que não dependemos de importados para conseguir alto desempenho clínico”. Jamil Shibli   “Trata-se de uma empresa aberta a novas ideias para aprimorar seus produtos. Isso é muito incomum em empresas familiares. Outro fator importante é que se trata de uma companhia que se preocupa verdadeiramente com os pacientes que são tratados com os seus produtos. Acredito que essa é a verdadeira missão de uma empresa”. Paulo Coelho   “Para crescer e se desenvolver no ambiente adverso da economia brasileira, uma empresa só pode ser especial. A Implacil De Bortoli cumpriu essa tarefa com louvor, completando 35 anos com produtos no mesmo patamar das empresas estrangeiras de primeira linha”. Sérgio Gehrke   “É muito difícil prosperar em nosso país, onde boas iniciativas acabam perdendo espaço por conta das dificuldades. Por isso, é preciso valorizar essa conquista da Implacil De Bortoli. São 35 anos evoluindo, desde os primórdios da Implantodontia até a modernidade. Isso só foi possível porque a qualidade está enraizada nos valores da empresa”. Marco Bianchini   “A empresa é motivo de orgulho para todos nós. Desde o seu primeiro implante, a Implacil trabalhou no aprimoramento de seus produtos, acompanhando a evolução do mercado mundial, sempre se reinventando e se pautando por qualidade”. Marcio Casati   “O maior diferencial da Implacil é que seus proprietários são cirurgiões-dentistas de verdade, assim como seus clientes. Eles ouvem as queixas e, respaldados em pesquisas, promovem as alterações necessárias nos produtos. Isso é muito positivo. É por isso que a empresa vem crescendo sempre junto dos cirurgiões-dentistas”. Roberto Ferrari   “A Implacil De Bortoli foi uma das empresas responsáveis por romper o círculo de desconfiança que havia sob a indústria brasileira de produtos odontológicos. Trata-se de uma empresa que é motivo de orgulho para todos nós”. Alber Barbara   “A Implacil De Bortoli é uma empresa familiar que ajudou a escrever essa história da nossa Implantodontia e hoje atingiu um padrão de qualidade inquestionável. Não é por acaso que ela está crescendo rapidamente”. Luiz Fernando Martins André   “O evento foi surpreendente, com uma grade científica impecável. Isso só foi possível graças à seriedade da Implacil De Bortoli, que é uma empresa cuidadosa em cada detalhe de tudo o que faz. O sucesso é merecido”. Sérgio J. Jayme   “O evento foi fantástico, com a presença de grandes mestres, pensadores e formadores de opinião da Implantodontia. Comemorar 35 anos de uma empresa sólida no mercado brasileiro tem um gosto especial”. Ulisses Dayube   “O primeiro implante que eu instalei na minha vida foi um implante De Bortoli, em 1990. De lá para cá, a empresa teve uma evolução muito grande. São 35 anos de entendimento da Odontologia, guiados pelo Dr. Nilton De Bortoli e aprimorados pelos seus filhos Mario e Nilton De Bortoli Junior”. José Henrique Cavalcanti Lima   Fonte: INPN http://www.inpn.com.br/Materia/Noticias/133194?utm_campaign=newsletter_-_inpn_487&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

Após remoção atraumática do elemento 12, foram instalados imediatamente implantes Implacil De Bortoli, seguidos pela aplicação de carga também imediata. Confira o caso clínico em vídeo, executado pelo Dr. Leandro Lecio.

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Cesar Augusto Signori Arruda* Daniel Ferrari Cardoso** Rafael de Lima Franceschi*** Guenther Schuldt Filho**** * Especialista em Implantodontia – UniABO (Florianópolis/SC); Mestrando em Implantodontia – SLM (Curitiba/PR). ** Especialista em Periodontia – CEPID/UFSC (Florianópolis/SC); Mestrando em Implantodontia – SLM (Curitiba/PR). *** Especialista em Implantodontia – ABCD (Curitiba/PR); Especialista em Prótese – IOA (Balneário Camboriú/SC); Mestrando em Implantodontia – SLM (Curitiba/PR). **** Doutor em Implantodontia – Universidade Federal de Santa Catarina / Universität Bern – Suíça; Coordenador do Mestrado em Implantodontia – SLM (Curitiba/PR).   Relato de Caso Clínico   Paciente de 33 anos de idade, do sexo feminino, foi encaminhada para avaliação do elemento dental 12 (incisivo lateral superior direito). Durante exame clínico, foram observadas as seguintes características: linha do sorriso média, biótipo gengival fino e fenótipo triangular.  (Figura 1) Figura 1 No exame tomográfico inicial, notou-se que o dente possuía uma linha de fratura no 1/3 apical da raiz. Já na radiografia periapical, observou-se reabsorção interna do 1/3 cervical da raiz. (Figuras 2a e 2b) Figura 2a e 2b Com uma lâmina de bisturi nº 15C, foi realizada a incisão intra-sulcular em torno do dente comprometido. A luxação foi realizada com periótomo e a remoção do dente foi feita com o uso de fórceps. (Figura 3) Assim chamada, a exodontia minimamente invasiva visa a manutenção das paredes ósseas remanescentes. O alvéolo foi criteriosamente curetado para garantir a remoção de qualquer tecido de granulação. (Figura 4)   Figura 3 Um implante Due Cone (Implacil de Bortoli, São Paulo, Brasil) de 3,5mm de diâmetro e 10mm de comprimento foi instalado e para isso foi utilizada broca cônica com diâmetro de 3,5mm (Figuras 5a e 5b). O implante foi inserido no osso palatino (approach palatino) (Figura 6) para garantir o suporte ósseo, posição tridimensional ideal e obtenção de estabilidade primária (45N/cm). Figuras 5a e 5b Figura 6 Um cinzel goivo nº8 foi utilizado para obtenção da lâmina córtico-medular e posterior adaptação sobre as roscas do implante. A lâmina óssea foi moldada para reproduzir a forma do defeito alveolar. A prova da lâmina óssea foi realizada para comprovar sua a adaptação e estabilidade. (Figuras 7a e 7b) Figuras 7a e 6b Um munhão cone morse anti-rotacional de 3,5mm x 4,0mm x 2,5mm, (Implacil de Bortoli) foi instalado com torque de 30N/cm. Após a instalação do munhão, o espaço remanescente entre a plataforma do implante e a lâmina óssea, foi preenchido com osso medular particulado. (Figura 8) Figura 8 A paciente retornou para avaliação pós-operatória de 30 dias, onde foi observado manutenção dos tecidos moles e ausência de sinais e sintomas de inflamação. Uma tomografia computadorizada de acompanhamento foi realizada, aonde foi comprovada a manutenção do volume ósseo enxertado. (Figuras 9a e 9b) Figuras 9a e 9b

Por mais experiente que seja o profissional, o momento da cirurgia é aquele em que ele concentra toda sua energia e atenção. Por isso, depois de passar um longo período curvado sobre o paciente em um procedimento minucioso e delicado, é natural que o cirurgião deseje fechar a incisão rapidamente, retirar os paramentos e descansar. No entanto, o fechamento da incisão é um momento-chave para a definição do prognóstico de cada paciente. Infelizmente, por conta de diversos fatores, essa etapa do procedimento cirúrgico é, muitas vezes, negligenciada. “Entre os procedimentos mais importantes das cirurgias de regeneração óssea guiada, estão a incisão e a sutura. Ambas devem ser bem planejadas para garantir um resultado mais previsível”, pontua Sergio J. Jayme, doutor em Reabilitação Oral. Além do planejamento adequado, da habilidade do cirurgião e da técnica empregada no fechamento, a decisão pelo material mais adequado para a sutura também é uma questão capital. Com a escolha certa, o pós-operatório é mais previsível, o que significa maior tranquilidade para o cirurgião-dentista e para o paciente. A escolha errada pode levar a contaminações, inflamações locais, diminuição do volume de tecido, complicações estéticas, exposição de biomaterial e até a perda completa do procedimento. De acordo com Jamil Shibli, doutor em Periodontia, os  fios de sutura devem manter a coaptação dos tecidos sem, no entanto, perder resiliência e acumular placa bacteriana. “O alto nível da Implantodontia brasileira prima não somente pelo conhecimento técnico, mas também pela utilização de materiais de ponta. Neste sentido, o mercado brasileiro tem se empenhado muito para buscar materiais de ponta, como o teflon, que permite uma melhor e não íntima coaptação dos retalhos, além de reduzir o processo de adsorção de biofilme bacteriano sobre ele”, comenta.   Leia a matéria completa 

Devido às recentes ocorrências relacionadas à falsificação de produtos odontológicos, a Implacil De Bortoli acredita ser necessário garantir a qualidade de seus produtos aos clientes e usuários. Temos importantes certificações concedidas à nossa empresa, que atestam o cuidado que temos com a nossa produção:
  • Certificado de Boas Práticas de Fabricação (ANVISA)
  • Certificações ISO
  • Licença sanitária do município de São Paulo
  • Certificado de responsabilidade técnica
  • AFE
A ANVISA estabelece que, junto aos produtos destinados à saúde fornecidos pelos fabricantes, deve ser enviada uma etiqueta de rastreabilidade, quando não for possível gravar número de lote e informações do fabricante. No caso da Implacil De Bortoli, são eles: implantes dentários, pilares protéticos, cicatrizadores e transferentes. As chaves, fresas e demais instrumentais possuem gravação de logo Implacil e número de lote na própria peça.   O que consta na etiqueta de rastreabilidade?
  • Informações sobre o fabricante
  • Número do lote
  • Datas de fabricação e validade
  • Número do registro do produto na ANVISA
Como utilizar a etiqueta de rastreabilidade? São enviadas três etiquetas de rastreabilidade – uma deve ser colada no prontuário do paciente, uma na Nota Fiscal do serviço e a outra deve ser entregue ao paciente. Os implantes fornecidos pela Implacil ainda acompanham um Certificado de Origem que deve ser entregue ao paciente, contendo as informações referentes ao implante utilizado no procedimento. Esta prática é de suma importância, pois constitui a única forma de garantir a procedência de nossos produtos. Em caso de qualquer dúvida, a equipe Implacil De Bortoli está sempre à disposição.   Diário oficial da união link Diário oficial da Cidade de São Paulo link Conselho Federal de Odontologia link Ministério da Saúde link DNV Business Assurance Management System Certificate link DNV Business Assurance Management System Certificate link   SIVISA Sistema de Informação em Vigilância Sanitária link

Guilherme José Pimentel Lopes de Oliveira, DSc, PhD1 Luiz Antônio Borelli Barros-Filho, MSc1 Luiz Antônio Borelli Barros, DSc2 Thalita Pereira Queiroz, DSc3 Elcio Marcantonio Jr, DSc1 *

The objective of this study was to evaluate the primary stability of short and conventional dental implants with different platform types at different site densities in vitro. One hundred twenty implants were placed in polyurethane blocks that simulate different bone densities (bone types I and IV). The implants were divided into 10 groups, with 12 implants each according to the type of prosthetic connections (external hexagon, EH; morse taper, MT) and size of the implants (conventional: 4 3 10 mm; short: 5 3 5, 5.5 3 5, 5 3 6, and 5.5 3 6 mm). Insertion torque and resonance frequency analyses were performed to evaluate the primary stability. The Kruskal-Wallis test complemented by Dunn’s test and the Mann-Whitney test were used for statistical analysis. These tests were applied at the confidence level of 95% (P , .05). The implants installed in blocks with density type IV exhibited reduced insertion torque compared with implants placed in blocks with density type I. Short implants with EH exhibited increased insertion torque compared with short implants with MT in blocks with bone density type I. In general, implants installed in blocks with density type I exhibited greater primary stability. The short implants with EH with a 5.5-mm diameter and the short implants with MT with a 5-mm diameter exhibited reduced primary stability. No differences between short and conventional implants were noted. Short implants have primary stability and insertion torque at least equivalent to conventional implants irrespective of the platform type and density of the site. Key Words: bone density, short implants, osseointegration

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Imagem do artigo Acompanhar a tendência do mercado Nacional e oferecer atualizações e inovações que melhorem o desempenho de nossos produtos e atendam as expectativas dos usuários é uma preocupação constante da Implacil De Bortoli, sendo assim informamos que alteramos o diâmetro da rosca interna dos modelos de Implantes Universal III (modelos: Cilíndrico HE 3.3 e Cônico HE 3.5)  de 1,6mm para 1,8mm. Com isso a linha de componentes fica mais compatível com as características dos demais implantes oferecidos no mercado e ocorre um aumento da resistência as cargas funcionais a que esses implantes são submetidos. Para facilitar, nossos vendedores já estão treinados a orientar a todos no momento em que desejarem fazer novas compras. Para maiores esclarecimentos entrar em contato através do e-mail qualidade@implacil.com.br identificando o assunto como “Boletim Informativo Implante Universal III”.

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A Implacil De Bortoli traz lançamentos exclusivos para agregar ainda mais qualidade aos tratamentos odontológicos.

A membrana CytoplastTM, distribuída exclusivamente no Brasil pela empresa, é 100% PTFE denso impenetrável às bactérias, com superfície patenteada que estabiliza a membrana e o retalho, além de garantir maior área para adesão celular sem aumentar a porosidade.

A Implacil traz ainda o sistema de implantes mais inteligente do mercado, o Due Cone, primeiro cone Morse com dois cones, com design avançado para facilitar instalação e sistema exclusivo de vedação e selamento.

Seguindo as tendências da era digital, a Implacil também oferece o Kit ImplaGuide para cirurgias guiadas com implantes cônicos, desenvolvido em parceria com a Bioparts, que tem 10 anos de experiência em cirurgias guiadas.

Entre em contato com a equipe Implacil e aproveite estas inovações exclusivas.

Matéria publicada no Jornal APCD Jul16.

Nilton De Bortoli é um nome que faz parte da história da Implantodontia no Brasil. Seu trabalho pioneiro rendeu bons frutos e hoje sua indústria, a Implacil De Bortoli, está entre as maiores do país. Com mais de 30 anos de trajetória bem sucedida, a empresa segue reafirmando seus valores familiares, identificados por suas raízes ítalo-paulistanas.

Para descobrir os rumos que a Implacil De Bortoli pretende seguir no mercado brasileiro, a ImplantNewsPerio visitou a empresa e conversou com quatro de seus líderes, Nilton De Bortoli Jr., Mário Sérgio De Bortoli, José Ricardo Fortunato e o gestor da empresa, Aluizio Canto. Confira o resultado desta entrevista e saiba mais sobre a empresa que não para de crescer! CLIQUE AQUI!

Para a comodidade dos clientes e parceiros que adquiriram os produtos Implacil, disponibilizamos nossa Política de Troca e Devolução em pdf para consulta virtual. Você poderá acessá-la quando quiser, de qualquer lugar!

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Política de troca e devolução válida a partir de 11 de abril de 2016.

O presente artigo avaliou, in vitro, o potencial de contaminação bacteriana da superfície do implante Implacil De Bortoli com bactérias colonizadoras como as presentes na cavidade bucal, simulando um inicio de contaminação peri-implantar. 

Os resultados mostraram que, além do tipo de bactéria, a característica da superfície do implante também influenciou a adesão bacteriana. No caso da superfície jateada e tratada por ácidos, tal tratamento igualou a adesão das bactérias como observado nas superfícies lisas, evitando portanto que a superfície do implante Implacil De Bortoli seja susceptível a doenças peri-implantares ou peri-implantite.

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Resumo

O presente artigo foi publicado no periódico de implantodontia de maior fator de impacto mundial, o que da uma grande credibilidade aos resultados obtidos. Além disso, um dos co-autores do trabalho é o professor Stefan Renvert, da Suécia, autoridade mundial em periodontia e implantodontia e um dos autores do consenso de peri-implantite publicado no EAO de 2015.

A taxa de peri-implantite obtida para pacientes (16,4%) e implantes (7,3%) está abaixo dos números encontrados em muitas outras marcas de renome mundial o que comprova a qualidade dos implantes Implacil De Bortoli. Os indicadores de risco para peri-implantite encontrados nessa pesquisa coincidem com aqueles descritos na literatura e também no consenso do EAO 2015, mostrando que os implantes realizados nessa pesquisa seguem os mesmos padrões dos demais implantes internacionais analisados em diversos outros estudos.

A taxa de sobrevivência dos implantes avaliados nessa pesquisa atingiu a impressionante marca de 98,3%, número também superior a muitas marcas de renome internacional. Vale lembrar aqui que o tempo médio de vida dos implantes analisados foi de aproximadamente 6 anos. Dos 916 implantes avaliados, aproximadamente 500 tinham mais de 6 anos em boca e 300 tinham mais de 7 anos. 95 deles tinham mais de 10 anos de uso. Isso demonstra que a amostra avaliada prezou pelos resultados de longo prazo.

Por fim nenhuma característica relacionada diretamente com os implantes (superfície, tamanho, forma, intermediário, etc) teve relação direta com o aparecimento da peri-implantite. Isto comprova a qualidade dos implantes avaliados, dando segurança a quem utiliza a marca.

A Implacil De Bortoli mais uma vez torna-se a pioneira das brasileiras em apresentar resultados de longo prazo, trazendo muito orgulho a implantodontia nacional.

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Para visualizar o artigo completo solicite através do e-mail contato@implacil.com.br

Marcelo Yoshimoto¹, Gilson Sakita² 1.      Pós Doutorado em Biomateriais pelo CCTM/IPEN, Professor do Mestrado em Bioodontologia da UNIB, Professor Coordenador de cursos de Especialização em Implantodontia. 2.      Mestre em Biodontologia, Especialista em Implantodontia, Professor do Curso de Especialização da UNIB. Universidade Ibirapuera – Av. Interlagos, 1329 Chácara Flora, CEP 04661-000 email: marcelo.yoshimoto@gmail.com Sinopse Os implantes Odontológicos hoje constituem uma das primeiras opções em reabilitação oral em pacientes com diferentes graus de edentulismo. Os diferentes desenhos dos sistemas de implantes tentam sanar o maior número de situações clínicas, entretanto a utilização de implantes cônicos tem se apresentado como uma alternativa para várias condições ósseas, como os “splits de maxila” e também na lateralização do nervo alveolar inferior para a instalação de implantes, por oferecer uma melhor estabilidade primária e também porque o próprio perfil do implante facilita a sua instalação, mas, no caso da lateralização de nervo evitam a compressão do feixe vásculo nervoso diminuindo a possibilidade de dano neurossensor. Unitermos: nervo mandibular, implantes dentários, parestesia. Introdução Os implantes cônicos têm sido indicados e utilizados para vários casos na Implantodontia. Na cirurgia de lateralização de nervo, especificamente é indicada sua utilização, pois seu perfil mais delgado tem uma acomodação melhor no tecido ósseo (figura 1) já exíguo em casos de atrofias severas da região posterior da mandíbula (Yoshimoto et al., 2011, Maluf et al., 2011 e Yoshimoto, 2013). Além disso, apresentam uma melhor estabilidade primária e na instalação imediata de implantes após a exodontia e em áreas de osso tipo IV (Alves & Neves, 2009). A estabilidade primária se apresenta como um indicativo para o sucesso da futura osteointegração em casos de carga imediata ou precoce (Dos Santos et al., 2009, Khavat et al., 2011 e Xiao et al., 2011). Girard (1979) explica que os nervos podem ser tensionados em um limite de 20% até 30% quando ocorre o colapso total da estrutura nervosa. MOZSARY; SYERS, 1985 sugerem evitar a compressão do feixe vásculo-nervoso para evitar traumas; KAHNBERG; RIDELL, 1987, recomendam não estirar a estrutura do feixe vásculo-nervoso em demasia; KAN et al., 1997a infere em seu trabalho que qualquer lesão acima de 5% de estiramento no comprimento do nervo pode causar-lhe danos. NOCINI et al., 1999 relatam que o feixe nervoso não deve ser tracionado acima da média de 10% a 17% do seu comprimento para o nervo perder sua condição de condução nervosa ainda que temporariamente. POGREL; MAGHEN, 2001, são da mesma opinião de que a estrutura nervosa não deva ser tracionada acima de 10% em seu comprimento total; PELEG et al., 2002 corroboram com KAN et al., 1997a, no fato de que o feixe nervoso quando tracionado em dimensões inferiores a 5% do seu comprimento total, o nervo retorna à função em 4 a 6 semanas. De acordo com Block et al., (1993) o dano ao nervo pode ser causado por rompimento dos axônios dentro do feixe nervoso ou por isquemia causada por compressão da “vasa nervorum”. Segundo Krogh et al., (1994) os nervos periféricos não toleram compressão, alongamento e angulações bruscas. Discussão A lateralização de NAI é uma cirurgia que apresenta como grande temor para sua indicação e execução, a parestesia (Yoshimoto et al., 2011, Maluf et al., 2011 e Yoshimoto, 2013), causada pelo desenvolvimento de uma miniatura de síndrome de compartimento nos fascículos do nervo (Krogh et al., 1994). A compressão e o estiramento do feixe nervoso devem a todo custo ser minimizadas para diminuir o dano e a consequente exacerbação da parestesia (Girard, 1979, MOZSARY; SYERS, 1985, KAHNBERG; RIDELL, 1987, KAN et al., 1997, NOCINI et al., 1999, POGREL; MAGHEN, 2001, PELEG et al., 2002). Neste aspecto, os implantes de perfil cônico aparecem como um agente auxiliador em uma menor compressão do feixe nervoso (Yoshimoto et al., 2011, Maluf et al., 2011 e Yoshimoto, 2013). Outras vantagens além de diminuir a compressão (fig.2 e 3) são a de aumentar a estabilidade primária e a de melhorar a relação biomecânica para os implantes em região posterior de mandíbula por meio de uma melhor utilização do corpo da mandíbula como base de estabilização dos implantes (Alves & Neves, 2009, Dos Santos et al., 2009, Khavat et al., 2011 e Xiao et al., 2011). Certamente, outros fatores como um bom planejamento, utilização de piezocirurgia e laserterapia (Yoshimoto et al., 2011 e Yoshimoto, 2013) são de fundamental importância para o sucesso dos casos. Conclusões Conclui-se que a utilização de implantes cônicos são indicados em cirurgia de lateralização de nervo alveolar inferior, pois reduzem a compressão e o estiramento sobre o feixe vásculo-nervoso. Referências Bibliográficas Alves CCNeves M. Tapered implants: from indications to advantages. Int J Periodontics Restorative Dent. 2009 Apr;29(2):161-7. BRÄNEMARK, P. I.; BREINE, U.; ADELL, R.; HANSSON, B. O.; INDSTRÖN, J.; OLSSON, A. Intraosseous anchorage of dental prostheses. I. Experimental studies. Scand. J. Plast. Reconstr. Surg. v.3 p.81-100, 1969. Dos Santos MVElias CNCavalcanti Lima JH. The Effects of Superficial Roughness and Design on the Primary Stability of Dental Implants. Clin Implant Dent Relat Res. 2009 Sep 9. [Epub ahead of print] GIRARD, K. R. Considerations in the management of damage to the mandibular nerve. JADA., v.98 p.65-71, 1979. KAHNBERG, K. E.; RIDELL, A. Transposition of the mental nerve in orthognatic surgery. J. Oral Maxillofac. Surg., v.43 p.315-318, 1987. KAN, J. Y.; LOZADA, J. L.; BOYNE, P. J.; GOODACRE, C. J.; DAVIS, W.H.; HANISCH, O. Endosseous implant placement in conjunction with inferior alveolar nerve transposition: an evaluation of neurosensory disturbance. Int. J. Oral Maxillofac. Implants., v.12 p.463-471, 1997a. Khayat PGArnal HMTourbah BISennerby L. Clinical Outcome of Dental Implants Placed with High Insertion Torques (Up to 176 Ncm). Clin Implant Dent Relat Res. 2011 May 20. doi: 10.1111/j.1708-8208.2011.00351.x. [Epub ahead of print] MALUF, P. S. Z.; YOSHIMOTO, M.; ORTEGA, M. A. S.; PINTO, P. G.; SAKITA, G. RODRIGUES, A. B.; CAM, O. R. Utilização de implantes cônicos associados à cirurgia de lateralização de nervo alveolar inferior. Revista Catarinense de Implantodontia. V.13, 20-22, 2011. MOZSARY, P. G.; SYERS, C. S. Microsurgical correction of the injured inferior alveolar nerve. J. Oral Maxillofac. Surg., v.43 p.353-358, 1985. NOCINI, P. F.; DE SANTIS, D.; FRACASSO, E.; ZANETTE, G. Clinical and electrophysilogical assesment of inferior alveolar nerve function after lateral nerve transposition. Clin. 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Manual cirúrgico da lateralização do nervo alveolar inferior: conutas e cuidados. – 1 ed. São Paulo Ed. Santos, 2013. Figuras: [caption id="attachment_1157" align="alignnone" width="640"]Imagem do artigo Fig. 1- A ilustração exemplifica um melhor acomodamento do implante cônico em relação aos implantes cilíndricos no tecido ósseo sem comprimir a estrutura do feixe vásculo nervoso.[/caption]   [caption id="attachment_1158" align="alignnone" width="640"]Imagem do artigo
Fig. 2 – Esquema de utilização de implantes cônicos em cirurgia de lateralização de nervo alveolar inferior.[/caption]   [caption id="attachment_1159" align="alignnone" width="640"]Imagem do artigo Fig. 3- Ilustração de inserção de implantes cônicos em cirurgia de lateralização de nervo.[/caption]

Imagem do artigo

Uso da piezocirurgia no acesso ao seio paranasal para a Instalação de implantes.

Prof. Dr. Marcelo Yoshimoto

Introdução

Devido à dificuldade para a instalação de implantes na região posterior da maxila, o Dr.Tatum desenvolve na década de 70, duas técnicas de abordagem da cavidade sinusal para a instalação de implantes odontológicos. Uma denominada técnica “traumática” com abordagem pela técnica de Caldwell Luc, por meio de um acesso cirúrgico na parede lateral do seio maxilar para a interposição de biomaterial abaixo da membrana sinusal e outra técnica denominada “atraumática” com acesso pela crista óssea (Tatum et al., 1993).

A técnica de elevação de soalho do seio maxilar é uma técnica bem difundida, e permite o ganho vertical de tecido mineralizado para a instalação de implantes Odontológicos na ordem de 10 a 12mm segundo REISER et al., 2001.

A cirurgia óssea piezoelétrica foi aperfeiçoada pelo cirurgião oral Tomaso Vercellotti no final da década de 80, para superar as limitações dos instrumentos rotatórios convencionais nas osteotomias na cavidade oral utilizando a tecnologia ultrassônica (Pavlíková et al., 2011).

Apresenta como vantagens o corte seletivo de tecidos duros e preservação de tecidos moles, menor vibração e barulho, ausência de trauma nos tecidos adjacentes, diminuição de sangramento e ótima visualização do campo operatório (Pereira et al., 2012).

Justamente devido às vantagens apresentadas pela tecnologia, uma das primeiras indicações para o uso do aparelho piezoelétrico na implantodontia foi a cirurgia de elevação do soalho de seio maxilar, apresentando taxas de ruptura da membrana sinusal da ordem de 5% dos casos estudados (Vercellotti et al, 2001).

Relato de caso clínico

Paciente do sexo masculino, 58 anos se apresentou à clínica com histórico de perda de elementos dentais superiores do lado direito (figura 1). Após análise foi requerida radiografia panorâmica (figura 2). Constatada a pouca disponibilidade óssea na região, devido a pneumatização do seio maxilar, foi indicada a realização de cirurgia de elevação de seio maxilar.

[caption id="attachment_1055" align="alignnone" width="272"]Imagem do artigo Fig. 1- Área edêntula, queixa principal do paciente. A seta indica área de exodontia recente, mostrando depressão causada pela cirurgia.[/caption] [caption id="attachment_1056" align="alignnone" width="336"]Imagem do artigo Fig. 2 – Radiografia panorâmica. É possível ver (em vermelho) o contorno do seio maxilar e da margem óssea remanescente, ficando clara a necessidade da elevação do soalho do seio maxilar.[/caption] A técnica de incisão de descolamento de retalho para a utilização do aparelho piezoelétrico não difere da técnica convencional ditada do Tatum (figura 3). [caption id="attachment_1057" align="alignnone" width="264"]Imagem do artigo Fig. 3- Incisão e descolamento do retalho, revelando o defeito ósseo causado na área da exodontia.[/caption] Para o acesso à cavidade sinusal se faz uso de ponta piezocirúrgica esférica, diamantada (figura 4). O aparelho utilizado foi um Piezosonic Driller ®. A demora na osteomia na osteotomia é compensada pela precisão e na proteção à membrana sinusal. [caption id="attachment_1058" align="alignnone" width="305"]Imagem do artigo Fig. 4 – Para a delimitação da “janela” de acesso à cavidade sinusal é utilizada a ponta esférica.[/caption] Após a osteotomia é utilizada a ponta em forma de “pata de elefante” para promover o descolamento da membrana sinusal da tábua óssea vestibular e facilitar o descolamento e afastamento da membrana (figura 5). Após o procedimento de afastamento da membrana (figura 6), é realizado o preparo dos nichos cirúrgicos para a instalação dos implantes, que pelos estudos imaginológicos prévios (Rx panorâmico e tomografia computadorizada), foi possível verificar que seria possível a execução da cirurgia em um tempo cirúrgico, ou seja, da realização do procedimento de elevação do soalho do seio maxilar com a instalação simultânea dos implantes. [caption id="attachment_1059" align="alignnone" width="258"]Imagem do artigo Fig. 6 – Preparo dos nichos cirúrgicos para a instalação de implantes.[/caption] É realizado o preenchimento parcial prévio da cavidade sinusal com biomaterial. Existem vários biomateriais com resultados excelentes, consagrados na literatura. Neste caso específico foi utilizado o Osteogen® (figura 7). [caption id="attachment_1060" align="alignnone" width="261"]Imagem do artigo Fig. 7 – Utilização de biomaterial para o preenchimento da cavidade sinusal.[/caption] Em seguida é realizada a instalação dos implantes nos nichos pré-confeccionados. Devido à boa disponibilidade óssea obtida pela técnica de elevação de soalho de seio maxilar foi possível a instalação de três implantes de 13mm de comprimento. Os implantes utilizados foram da marca Implacil de hexágono interno com ø de 3,5mm na região do 14, e de ø 4,0mm na região de 15 e 16. Todos com boa estabilidade primária (figura 8). [caption id="attachment_1061" align="alignnone" width="418"]Imagem do artigo Fig. 8- A instalação os implantes na área cirúrgica. Foram instalados três implantes cônicos de hexágono interno na região.[/caption] No defeito ósseo na região do elemento 16, causado pela exodontia, foi utilizado biomaterial (Osteogen®) e a abertura da janela de acesso foi coberta com curativo de colágeno Collacote® (figura 9). [caption id="attachment_1062" align="alignnone" width="266"]Imagem do artigo Fig. 9 – Sobre a abertura de acesso à cavidade sinusal e sobre o defeito ósseo causado pela exodontia foi aplicado um curativo de colágeno.[/caption] Foram realizados os procedimentos de sutura e radiografia periapical de controle do pós-operatório imediato (figura 10). [caption id="attachment_1063" align="alignnone" width="252"]Imagem do artigo Fig. 10 – Imagem radiográfica mostrando a posição dos implantes. As linhas vermelhas mostram a área do soalho sinusal e a margem óssea alveolar. A diferença de radiopacidade mostra o material de preenchimento dentro da cavidade sinusal.[/caption]

Referências Bibliográficas

Tatum JR. O.H.; Lebowitz, M. S.; Tatum, C. A.; Borgner, R. A. Sinus augmentation. Rationale, development, long term results. The New York State Dental Journal, may, 1993.

REISER, G.M. et al. Evaluation of maxillary sinus membrane response following elevation with the cristal osteotome technique in human cadavers. Int. J. Oral Maxillofac. Implants. v. 16, n.6, p.833-40, 2001.

Pavlíková G, Foltán R, Horká M, Hanzelka T, Borunská H, Sedý J. Piezosurgery in oral and maxillofacial surgery. Int J Oral Maxillofac Surg 2011; 40(5): 451-457.

Pereira CC, Gealh WC, Nogueira LM, Garcia Junior IR, Okamoto R. Piezosurgey applied to implant dentistry: clinical and biological aspects. J Oral Implantol 2012; Jun 4. [Epub ahead of print].

Vercellotti T, De Paoli S, Nevins M. The piezoelectric bony window osteotomy and sinus membrane elevation: introduction of a new technique for simplification of the sinus augmentation procedure. Int J Periodontics Restorative Dent. 2001; 21: 561–567.

Artigo

Resumo

Galindo-Moreno P, Fernández-Jiménez A, Avila-Ortiz G, Silvestre FJ, Hernández-Cortés P, Wang HL. Marginal bone loss around implants placed in maxillary native bone or grafted sinuses: a retrospective cohort study.Clin Oral Implants Res. 2014 Mar;25(3):378-84.

Histórico e objetivo

A utilização de enxertos para aumento da disponibilidade óssea para posterior inserção de implantes é um procedimento extremamente difundido. Entretanto, existem dúvidas sobre o comportamento longitudinal de implantes instalados nessas áreas. A literatura diverge com relação as taxas de sobrevivência dos implantes instalados em áreas de osso nativo e enxertado.

Adicionalmente, estudos com elementos finitos demonstraram que a utilização de enxertos com dureza menor que o osso nativo causam um acúmulo de força na região marginal do implante, mesmo que a plataforma esteja inserida em novo nativo, tal como ocorre nos casos de elevação de seio maxilar associado a instalação de implantes.

O trabalho em questão avaliou retrospectivamente a perda óssea marginal de implantes instalados na região posterior da maxila que foram submetidas ou não a inserção de enxerto ósseo para elevação de soalho do seio maxilar.

Material e métodos

105 pacientes que apresentavam implantes instalados e em função situados na região posterior da maxila a pelo menos 3 anos participaram desse estudo. Foram executados tomadas radiográficas panorâmicas no dia da instalação da prótese e nos períodos de 12, 24 e 36 meses após instalação da prótese. Análises lineares foram executadas para avaliação do nível ósseo interproximal de um implante por paciente, instalado na área de menor osso nativo residual. Os pacientes foram divididos em dois grupos, no grupo 1 foi executado elevação de seio maxilar que foi preenchido pela associação de osso autógeno e osso bovino desproteinizado (1:1), enquanto que no grupo 2 os implantes foram instalados dentro do protocolo normal de inserção de implantes. Na análise do nível ósseo foi levado em consideração a utilização ou não de enxertos relacionado com a influência do tipo de plataforma do implante (hexágono interno e externo), fumo, idade, histórico de doença periodontal e alcoolismo.

Resultados

Foi verificado uma maior perda óssea marginal ao redor de implantes instalados em áreas aonde a elevação de seio maxilar foi realizada no período de acompanhamento de 12 meses, entretanto esse efeito não ocorreu nos outros períodos de avaliação. Fatores como hábito de fumar, tipo de plataforma e histórico de doença periodontal também influenciaram na perda óssea marginal ao redor dos implantes.

Conclusão

Implantes instalados em áreas aonde foi executado elevação de seio maxilar associada a inserção de enxertos apresentaram maior reabsorção óssea marginal do que implantes instalados em áreas de osso nativo.

Two-year clinical results following treatment of peri-implantitis lesions using a nanocristalline hydroxyapatite or a natural bone mineral in combination with a collagen membrane. J Clin Periodontol 2008; 35: 80–87.

Resultados clínicos de dois anos após tratamento de lesões de peri-implantite usando uma hidroxiapatita nanocristalina ou um mineral do osso natural em combinação com uma membrana de colágeno J Clin Periodontol 2008; 35: 80–87.

Schwarz F, Sculean A, Bieling K, Ferrari D, Rothamel D, Becker J.

Histórico e objetivo

A progressão da periimplantite normalmente induz a formação de defeitos infra ósseos circulares ao redor dos implantes, que não se reparam após a remoção do fator etiológico primário da periimplantite.

Devido a limitação do tratamento não cirúrgico da periimplantite em induzir reparo desses defeitos, a aplicação de técnicas regenerativas associada à utilização de biomateriais tem sido indicadas para essa finalidade. Entretanto fatores como tipo de superfície, tipo de biomaterial e o resultado prévio do controle da progressão da periimplantite são fatores a ser levados em consideração antes de se aplicar técnicas regenerativas em busca da re-ossoeintegração.

Esse estudo teve como objetivo avaliar através de uma série de casos o tratamento regenerativo de defeitos intraósseos periimplantares com osso bovino desproteinizado ou com hidroxiapatita nanocristalina.

Material e métodos

22 pacientes participaram desse estudo. Cada paciente apresentava um implante que foi previamente submetido ao tratamento periimplantar não cirúrgico com curetas plásticas. Os implantes incluídos nesse estudo apresentavam ao menos um sítio com profundidade de bolsa a sondagem ≥6mm com componente intraósseo de pelo menos 3mm, e ausência de sangramento a sondagem. Um retalho foi executado para exposição dos implantes, remoção do tecido de granulação e inserção dos biomateriais. No grupo controle foi utilizado o osso bovino desproteinizado associado à membrana de colágeno (n=11) e no grupo controle foi utilizado uma pasta com hidroxiapatita nanocristalina (n=11). Foram executadas análises clínicas (profundidade de bolsa a sondagem, nível da mucosa marginal, nível clinico de inserção, índice de placa e sangramento a sondagem) nos períodos baseline, 12, 18 e 24 meses após o tratamento e foi executado uma análise radiográfica (avaliação do fechamento do defeito) no pré-operário e imediatamente, 6 e 24 meses após as cirurgias.

Resultados

Todos os defeitos intraósseos tratados nesse estudo apresentavam aspecto circular ou semicircular, com ausência de fenestrações ou deiscências, e associados a um componente horizontal. Dois pacientes do grupo teste foram eliminados do estudo devido a severa formação de pus observada no período de 12 meses, sendo que esses implantes necessitaram ser retratados. Ambos os grupos apresentaram no final do estudo redução da profundidade de bolsa a sondagem (Teste-1.5±0.6mm; Controle-2.4±0.8mm) e ganho no nível clínico de inserção (Teste-0.9±0.2mm; Controle-1.0±0.3mm).

Conclusão

Ambos os biomateriais causaram redução do componente intraósseo dos defeitos periimplantares.

Sahm N, Becker J, Santel T, Schwarz F. Non-surgical treatment of peri-implantitis using an air-abrasive device or mechanical debridement and local application of chlorhexidine: a prospective, randomized, controlled clinical study. J Clin Periodontol 2011; 38: 872–878.

Histórico e objetivo

O tratamento da periimplantite consiste em um grande desafio devido a necessidade da remoção dos agentes causadores da doença em uma superfície altamente retentiva e rugosa com concomitante preservação da superfície do implante. Dessa forma, não existem protocolos padrões estabelecidos para o tratamento dessa patologia.

Dentre as ferramentas propostas para o tratamento das periimplantites, a utilização do jato de ar com abrasivos a base de bicarbonato foi anteriormente testado, porém a despeito da boa capacidade de remoção de bactérias aderida à superfície dos implantes a utilização dessa ferramenta promovem alterações nas superfícies dos implantes. Nesse estudo, os autores citam como alternativa a utilização do jato de ar com um abrasivo a base de glicina, que ao contrário dos abrasivos a base de bicarbonato de cálcio, demonstrou eficiência na descontaminação de superfícies de implante sem alteração de sua estrutura de superfície.

Dessa forma, o objetivo desse estudo foi de comparar clinicamente o tratamento não-cirúrgico da periimplantite com curetas e irrigação com clorexidina em relação ao tratamento com o jato de ar com abrasivo a base de glicina.

Material e métodos

32 pacientes que apresentavam 43 implantes acometidos por periimplantite participaram desse estudo. A periimplantite foi definida como presença de pelo menos um sítio de profundidade de sondagem ≥ 4mm, com sangramento ou supuração a sondagem por implante. Os pacientes foram divididos randomicamente em dois grupos: 1) Jato de ar com Glicina e 2) Curetas de carbono. No grupo 1, a aplicação do jato foi executada subgengivalmente por 5 segundos em cada uma das quatro faces do implante, enquanto que no grupo 2 a raspagem foi executada até o operador sentir que as superfícies estavam devidamente debridadas. Os pacientes foram avaliados com relação ao índice de placa, sangramento a sondagem, profundidade de bolsa a sondagem, nível da mucosa periimplantar, e nível clínico de inserção antes do tratamento, 3 e 6 meses após o tratamento. Os pacientes foram mantidos em um programa de manutenção durante todo o período de acompanhamento desse estudo.

Resultados

Foi verificado que ambos os tratamento promoveram redução do sangramento a sondagem, da profundidade de bolsa a sondagem e ganho no nível clínico de inserção. O tratamento com jato de ar com partículas de glicina só foi estatisticamente superior em relação ao tratamento com curetas com relação ao sangramento a sondagem. As bolsas de 4-6 mm tiveram melhoras nos parâmetros clínicos estatisticamente superiores a sítios com 1-3mm.

Conclusão

Os autores desse estudo concluíram que ambos os tratamentos promoveram melhoras nos parâmetros clínicos da doença periimplantar em um período curto de acompanhamento, entretanto o tratamento com o jato de ar com partículas de glicina foi mais efetivo na redução da atividade da doença devido aos maiores efeitos na redução do sangramento a sondagem.

Roos-Jansåker AM, Pesson GR, Lindahl C, Renvert S. J Clin Periodontol. 2014 Sep 8. doi: 10.1111/jcpe.12308. [Epub ahead of print] Histórico e objetivo O tratamento da periimplantite é um procedimento de difícil execução, pois as características das superfícies dificultam o acesso e o total debridamento do implante e torna o tratamento altamente imprevisível. Além disso, o simples debridamento da superfície não permite o reparo do tecido ósseo perdido. Dessa forma, tem sido sugerido que o tratamento da periimplantite com retalho a campo aberto e posterior inserção de biomateriais pode apresentar melhor resultado do que o tratamento periimplantar não cirúrgico. O objetivo desse estudo foi avaliar o efeito da terapia regenerativa com inserção de biomateriais associado ou não a utilização de membranas reabsorvíveis para o tratamento de periimplantite após 5 anos de acompanhamento. Material e métodos Esse estudo longitudinal prospectivo contou com a participação de 25 pacientes após 5 anos dos procedimentos cirúrgicos, sendo que 12 pacientes com 22 implantes eram do grupo biomaterial (Algipore) aplicado de forma isolada, e 13 pacientes eram do grupo que foram tratados com a associação do mesmo biomaterial recoberto com membrana reabsorvível. Os implantes considerados doentes deveriam apresentar perda de inserção maior que 2mm após o primeiro ano em função com sangramento ou supuração a sondagem. Os pacientes foram avaliados com relação ao número de roscas sem osso e o nível da plataforma do implante até o topo de crista óssea por meio de análise radiográfica e foram analisados clinicamente com relação ao índice de placa, sangramento e supuração a sondagem, nível clínico de inserção no período baseline (dia da cirurgia) e após 1 e 5 anos do procedimento cirúrgico. Resultados Foi verificado melhora clínica e radiográfica em todos os implantes após 5 anos de acompanhamento e nenhum implante foi perdido devido a progressão da periimplantite. Foi verificado uma redução da profundidade de bolsa de 3.0 mm ± 2.4 mm no grupo biomaterial e de 3.3 mm ± 2.09 mm no grupo biomaterial associado a membrana. Com relação ao preenchimento do componente infra-ósseo do defeito foi verificado uma redução de 1.3mm ± 1.4 mm no grupo biomaterial e uma redução de 1.1 mm ± 1.2 mm no grupo biomaterial associado à membrana. Conclusão As melhorias clínicas obtidas após um ano dos tratamentos se mantiveram estáveis após 5 anos em casos mantidos sob manutenção. A utilização da membrana reabsorvível não adicionou nenhum efeito à utilização de biomateriais no preenchimento dos defeitos ósseos periimplantares.

Landázuri-Del Barrio RA, Cosyn J, De Paula WN, De Bruyn H, Marcantonio E Jr. A prospective study on implants installed with flapless-guided surgery using the all-on-four concept in the mandible. Clin Oral Implants Res. 2013 Apr;24(4):428-33. doi: 10.1111/j.1600-0501.2011.02344.x. Source Department of Oral Diagnosis and Surgery, Araraquara Dental School, UNESP-Univ. Estadual P. Objetivo O uso da cirurgia sem retalho é um dos grandes avanços da implantodontia, seja pela menor morbidade, seja pela menor remodelação óssea. A cirurgia guiada por computador agrega ainda mais vantagens, como rapidez, possibilidade de planejamento mais preciso e melhor transferência deste para o caso, evitando erros de execução. Existe ainda a possibilidade de realizar a prótese prévia à cirurgia, via planejamento virtual, possibilitando sua instalação na mesma sessão de atendimento, o que daria uma velocidade muito grande ao tratamento. Alguns brincam que o paciente poderia ser reabilitado totalmente no intervalo do almoço. Embora esta seja mais uma vantagem, ainda são escassos os artigos que avaliaram de forma científica a adaptação das próteses pré-confeccionadas de forma virtual, principalmente em mandíbula. O trabalho em questão teve por objetivo avaliar os resultados clínicos, radiográficos e principalmente as complicações de próteses confeccionadas previamente à cirurgia e instaladas logo após os implantes. Material e Método Dezesseis pacientes, desdentados totais, não-fumantes, sistemicamente saudáveis (10 mulheres e 6 homens, com idade média de 59 anos) com volume ósseo suficiente na mandíbula foram selecionados. Inicialmente os pacientes foram reabilitados com próteses totais, restabelecendo dimensão vertical, oclusão e estética. Posteriormente foram realizadas tomografias dos pacientes com guia tomográfico em posição e do guia tomográfico separadamente. O planejamento dos implantes foi realizado no Procera Nobel Guide 2.0 Software (Nobel Biocare), para a instalação de 4 implantes Nobel Speedy Replace RP (com tamanhos variaveis 10-15 mm) na mandíbula (conceito All on Four).  As guias cirúrgicas e as próteses foram pré-fabricadas, baseadas neste planejamento. Os 16 pacientes foram operados, utilizando-se o conceito de cirurgia guiada sem retalho com o sistema Nobelguide e as próteses instaladas imediatamente após a cirurgia. Dados e complicações clínicas e radiográficas foram registrados em 3, 6 e 12 meses. Resultados A taxa de sobrevivência de implantes em geral foi de 90%, com uma tendência para um maior fracasso de implantes curtos (P = 0,098). O nível ósseo significativo após 12 meses de função era de 0,83 mm, com um máximo de 1,07 mm. Complicações técnicas foram comuns (15/16 pacientes) e estavam principalmente relacionadas a uma desadaptação entre a prótese pré-fabricada e os pilares, atingindo 13 dos16 pacientes. Conclusão De acordo com este estudo, nos casos de cirurgia guiada as próteses deveriam ser baseadas na impressão (moldagem) após a instalação dos implantes e não na sua posição virtual. Elcio Marcantonio Junior Professor titular das disciplinas de Periodontia e Implantodontia da Faculdade de Odontologia de Araraquara (UNESP); Coordenador do Curso de Especialização em Implantodontia da Faculdade de Odontologia de Araraquara (UNESP) e Professor do Programa de Pós Graduação em Odontologia, áreas de Periodontia e Implantodontia da Faculdade de Odontologia de Araraquara (UNESP).

Tratamento com bisfosfonato por longos períodos pode aumentar a dificuldade de exodontia

Conte-Neto N, Bastos Ade S, Spolidorio LC, Chierici Marcantonio RA, Marcantonio E Jr. Long-term treatment with alendronate increases the surgical difficulty during simple exodontias - an in vivo observation in Holtzman rats.  Head Face Med. 2012 Jul 26;8:20. doi: 10.1186/1746-160X-8-20

A prescrição de bisfosfonatos, devido aos seus efeitos expressivos no controle da perda óssea, tem aumentado bastante na clínica médica.  As principais indicações são no tratamento da osteoporose, mieloma múltiplo, doenças reumáticas e neoplasias com metástases ósseas.

Casos de osseonecrose com o uso prolongado de bisfosfonatos têm sido relatados na literatura, com graus diferentes de incidência e associados a diversos fatores, como potência da droga, tempo de utilização, tabagismo, via de administração, traumas locais e procedimentos odontológicos. Destes últimos, o principal fator de risco é provavelmente a exodontia.

O presente artigo discute um achado que não havia sido relatado até então e que pode ter uma aplicação clínica interessante. Sessenta ratos foram divididos randomicamente em 3 grupos de animais, que receberam um dos tratamentos a seguir: administração diária de 1 mg/kg, (AL1), 3 mg/kg (AL3) ou soro fisiológico (CTL) por 60 dias. Após este período os ratos foram anestesiados e os primeiros molares inferiores foram extraídos, sempre pelo mesmo operador, utilizando-se instrumentos especialmente adaptados para este fim, visto o pequeno tamanho destes dentes.

O grau de dificuldade de exodontia foi baseado na frequência de fraturas radiculares e no tempo requerido para realização do procedimento. O tempo foi medido por cronômetro digital, sempre pelo mesmo auxiliar. O operador e o auxiliar não sabiam a que grupo pertenciam os animais, os quais foram codificados. Os dados obtidos foram analisados por meio de testes estatísticos.

Os resultados demonstraram que os grupos tratados com bisfosfonatos exibiram um número bem maior de fraturas radiculares, bem como exigiram maior tempo operatório.

Obviamente deve-se considerar que estes são resultados em animais e, portanto, sujeitos a interpretação e não devem ser integralmente transpostos a humanos. No entanto, considerando que a exodontia é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da osseonecrose dos maxilares nos pacientes tratados com bisfosfonatos e que quando realmente necessária deva ser realizada da forma mais atraumática possível, os dados apresentados podem ajudar o Cirurgião Dentista a antever as dificuldades e prevenir maiores problemas.

Elcio Marcantonio Junior

Professor titular das disciplinas de Periodontia e Implantodontia da Faculdade de Odontologia de Araraquara (UNESP); Coordenador do Curso de Especialização em Implantodontia da Faculdade de Odontologia de Araraquara (UNESP) e Professor do Programa de Pós-Graduação em Odontologia, áreas de Periodontia e Implantodontia da Faculdade de Odontologia de Araraquara (UNESP).

Incorporação de enxertos e osseointegração após o uso de enxertos ósseos autógenos e homógenos frescos congelados Spin-Neto R, Stavropoulos A, Coletti FL, Faeda RS, Pereira LA, Marcantonio E Jr. Graft incorporation and implant osseointegration following the use of autologous and fresh-frozen allogeneic block bone grafts for lateral ridge augmentation. Clin Oral Implants Res. 2013 Jan 25. doi: 10.1111/clr.12107. [Epub ahead of print]. Em primeiro lugar gostaria de externar meu agradecimento à Implacil De Bortoli que me concedeu este espaço para dialogar com os profissionais da área de odontologia.  Espero que possamos contribuir para a discussão de técnicas e materiais que venham a ajudar a elucidar pontos importantes para a prática da Implantodontia, sem sermos absolutamente os donos da verdade. Como o objetivo é apresentar um resumo de um trabalho por mês, vou tomar a liberdade de iniciar com uma publicação do nosso grupo. Esta é parte de um projeto maior apoiado pela Fapesp, Capes e CNPq em que procuramos determinar as características biológicas dos enxertos ósseos provenientes de bancos de tecido. Vários artigos oriundos deste projeto já foram publicados em periódicos nacionais e internacionais. No estudo em questão o objetivo foi o de comparar a capacidade de incorporação do osso homógeno fresco congelado (AL) com o osso autógeno (AT) para o aumento de ósseo em espessura em rebordos. Para isto foram selecionados 34 pacientes, sendo que 20 receberam enxertos autógenos intrabucais e 14 receberam enxertos homógenos cortico-medular, todos para aumento de volume ósseo. A técnica cirúrgica foi a mesma para todos os casos. No momento de instalação dos implantes (6 meses após os enxertos) foram coletadas biópsias, no sentido vestíbulo / lingual. Essas biópsias foram descalcificadas e processadas para análise histológica e histométrica, em que foram medidos os percentuais de osso vital, dentre outros parâmetros. No mesmo momento foram realizadas instalações de miniimplantes nas áreas enxertadas, para verificar a capacidade de osseointegração nestes enxertos. No momento da colocação dos cicatrizadores os miniimplantes foram removidos com trefinas e o bloco processado para corte não descalcificado. Os resultados mostraram um percentual de osso vital maior para o enxerto autógeno em relação ao homógeno (27.6 +17.5 vs. 8.4 + 4.9, respectivamente; p = 0.0002).  Em relação ao contato osso implante entre as áreas enxertadas, não houve diferença estatística. A análise histológica mostrou que as áreas enxertadas com osso autógeno mostravam um estágio mais avançado de remodelação óssea. A conclusão foi de que os blocos de osso AL podem ser uma opção em casos de pouca disponibilidade óssea, porém o impacto clínico de instalar implantes em áreas com grande quantidade de osso não vital ainda precisa ser melhor elucidado, tanto quanto a sobrevivência dos implantes, como a complicações biológicas, como por exemplo periimplantite.   Professor doutor Elcio Marcantonio Junior Professor titular das disciplinas de Periodontia e Implantodontia da Faculdade de Odontologia de Araraquara (UNESP); Coordenador do Curso de Especialização em Implantodontia da Faculdade de Odontologia de Araraquara (UNESP) e Professor do Programa de Pós-Graduação em Odontologia, áreas de Periodontia e Implantodontia da Faculdade de Odontologia de Araraquara (UNESP).